Conhecidos como “verdinhos”, os trabalhadores afirmam que a situação já compromete a subsistência de suas famílias

Trabalhadores da empresa LCorrea, que presta serviços à Secretaria Municipal de Obras (SEMOB), denunciaram nesta sexta-feira (20/02) que estão há quatro meses sem receber salários e sete meses sem vale-alimentação. Segundo os funcionários, a empresa alega que não estaria recebendo os repasses da Prefeitura de Macapá, o que inviabilizaria o pagamento da folha.
O grupo se reuniu pela manhã no pátio da SEMOB para cobrar explicações do secretário da pasta. Entre as reivindicações, os trabalhadores relatam ainda ausência de pagamento do 13º salário e férias vencidas sem quitação.
“Verdinhos” em dificuldade
Conhecidos como “verdinhos”, os trabalhadores afirmam que a situação já compromete a subsistência de suas famílias. “Está difícil colocar comida na mesa”, relatou um funcionário que procurou a imprensa para denunciar o caso.
A combinação de atrasos — 4 meses de salário, 7 meses sem vale-alimentação, 13º não pago e férias em aberto — tem levado pais de família ao limite financeiro. Muitos afirmam que já não sabem a quem recorrer para garantir o pagamento pelo serviço prestado ao município.
Situação recorrente na gestão
O atraso nos pagamentos não é um fato isolado. Na atual gestão do prefeito Antônio Furlan, episódios de inadimplência com fornecedores e trabalhadores terceirizados têm sido recorrentes, segundo relatos de diferentes categorias ao longo do mandato.
Mesmo sob a ameaça de represálias, trabalhadores têm recorrido à imprensa e às redes sociais como forma de pressionar o Executivo municipal a regularizar os repasses e assegurar seus direitos trabalhistas.
Crise financeira e inadimplência
A Prefeitura de Macapá enfrenta sérias dificuldades financeiras, cenário que, segundo fontes ligadas à administração, impacta contratos de prestação de serviços e compromissos com fornecedores. O atraso no pagamento dos trabalhadores da LCorrea é apontado como apenas mais um entre vários casos de inadimplência registrados na atual gestão.
Apesar das constantes cobranças feitas pelos funcionários, a Prefeitura Municipal de Macapá não se manifestou oficialmente até o fechamento desta reportagem.
Enquanto isso, os trabalhadores seguem aguardando uma solução para regularização dos salários e benefícios, em meio à incerteza sobre quando — ou se — os valores em atraso serão pagos.








