Entidades da PF no Amapá convocam manifestação por criação do Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado

A mobilização tem como principal pauta a cobrança ao Governo Federal para o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que institua o FUNCOC

As entidades argumentam que o avanço de organizações criminosas, especialmente em áreas de fronteira e na região amazônica, exige reforço estrutural e financeiro

Delegados, agentes e peritos da Polícia Federal no Amapá realizam nesta terça-feira (24/02), às 10h, uma manifestação em frente à sede da Superintendência da PF/AP, em Macapá. O ato é organizado pela Associação Regional dos Delegados de Polícia Federal, pelo Sindicato dos Policiais Federais e pela Associação Regional dos Peritos Criminais, todas representações da categoria no estado.

A mobilização tem como principal pauta a cobrança ao Governo Federal e ao Ministério da Justiça para o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei que institua o FUNCOC — Fundo Nacional de Combate ao Crime Organizado.

Primeiro ato nacional

Segundo os organizadores, este será o primeiro ato simultâneo em todos os estados brasileiros, marcando uma mobilização nacional da categoria. A reivindicação central é a criação de um fundo específico para fortalecer a estrutura de enfrentamento ao crime organizado, com recursos destinados a investigações complexas, tecnologia, inteligência e aparelhamento institucional.

As entidades argumentam que o avanço de organizações criminosas, especialmente em áreas de fronteira e na região amazônica, exige reforço estrutural e financeiro permanente.

Pressão por envio de projeto ao Congresso

A manifestação ocorre em meio à cobrança para que o Executivo Federal encaminhe formalmente ao Legislativo a proposta de criação do fundo. A categoria sustenta que a medida é estratégica para garantir previsibilidade orçamentária e maior autonomia no combate a crimes como tráfico internacional de drogas, crimes ambientais, garimpo ilegal, lavagem de dinheiro e corrupção e fraudes financeiras.

Possibilidade de paralisações

Caso não haja sinalização concreta por parte do governo, os delegados federais poderão deliberar por outras medidas de pressão institucional.

Contexto regional

No Amapá, a PF tem atuado de forma recorrente em operações contra garimpo ilegal, organizações criminosas e crimes ambientais na região amazônica, além de investigações envolvendo recursos públicos e crimes eleitorais.

A manifestação desta terça-feira busca dar visibilidade à pauta nacional da categoria e pressionar por medidas estruturais que, segundo as entidades, são fundamentais para ampliar a capacidade operacional da instituição.

O ConectAmapá acompanhará os desdobramentos da mobilização e eventuais posicionamentos do Governo Federal e do Ministério da Justiça.

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