Macapá ocupa a 10° posição no ranking entre as capitais

Entre as 26 capitais no país e mais o distrito federal, Macapá ocupa a 10° posição no ranking da subtilização no emprego. Os dados oficiais são da Pnad Contínua, pesquisa iniciada em 2012 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O conceito de subutilização vai além do desemprego e capta ainda situações como a dos profissionais que desistiram de procurar emprego ou que até trabalham, mas menos do que gostariam. Por isso, funciona como uma espécie de termômetro do desperdício de mão de obra.
No trimestre até dezembro, a taxa de subutilização no Brsil recuou a 13,4%, enquanto a de desemprego baixou a 5,1%.
Capitais
No recorte das capitais, a maior subutilização foi encontrada pelo IBGE no Recife, onde a taxa ficou em 19,9% no quarto trimestre do ano passado. Aracaju (18,4%) e Salvador (18,1%) vieram na sequência.
Macapá ocupa a 10° posição no ranking entre as capitais com taxa de 12,2%. Já os menores níveis de desperdício de mão de obra foram verificados em Goiânia (5,5%), Campo Grande (5,9%) e Florianópolis (6%).

No quarto trimestre de 2025, a subutilização atingiu a mínima da série nas cinco grandes regiões do país.
O IBGE afirma que a taxa de desemprego é amplamente utilizada pelos países, mede a procura por trabalho e permite maior comparabilidade internacional. Já a taxa de subutilização, segundo o instituto, pode ampliar o diagnóstico ao captar outras formas de “insuficiente inserção laboral”.
“Embora a taxa de desocupação seja diferente da taxa de subutilização, isso não a torna ‘mais verdadeira’ ou ‘menos verdadeira’. O IBGE produz e divulga ambas, e podem ser analisadas de forma complementar”, afirma o economista Ely José de Mattos, professor da Escola de Negócios da PUCRS.
QUEM SÃO OS SUBUTILIZADOS
Os 15,3 milhões de subutilizados somam três grupos: desempregados (5,5 milhões), subocupados por insuficiência de horas (4,5 milhões) e força de trabalho potencial (5,3 milhões).
Os desempregados não estão trabalhando, seguem à procura de vagas (formais ou informais) e estão disponíveis para ocupar eventuais oportunidades. Para entrar nessa classificação, não basta só não ter emprego.
Já os subocupados até estão trabalhando, mas menos de 40 horas semanais, e gostariam de ter jornadas maiores. Um possível exemplo é o de quem faz bicos de forma esporádica.








