Decisão atende parcialmente o pedido da defesa, mas declara que o acusado não poderá permanecer na mesma unidade prisional

Uma decisão da 1ª Vara Criminal da Comarca de Luziânia determinou a suspensão do recambiamento de José Edno Alves de Oliveira, conhecido como “Marujo”, acusado de ser o mandante de uma chacina que resultou na morte de oito homens em uma região de floresta entre o sul do Amapá e norte do Pará.
Inicialmente, a transferência seria feita para o Amapá. No entanto, o caso foi transferido da Comarca de Laranjal do Jari para Monte Dourado, após a constatação de que o local exato do crime foi Porto Itapeuara, no município de Almeirim, já em território paraense. Os processos relacionados ao caso já estão tramitando no Tribunal de Justiça do Estado do Pará.
A transferência de Marujo foi determinada logo após sua prisão, em agosto do ano passado, mas nunca foi cumprida. Na decisão mais recente, publicada no dia 16 de abril, o juiz Victor Alvares Cimini Ribeiro, ao mesmo tempo em que suspendeu a transferência, declarou que o acusado não poderá permanecer na Casa de Detenção Provisória de Luziânia em razão da superlotação da unidade.
O magistrado determinou que seja feita uma consulta à Diretoria de Administração Penitenciária do Pará sobre a possibilidade de o preso permanecer no estado de Goiás, em alguma unidade prisional nas cidades de Anápolis ou Goiânia.
A decisão atende parcialmente ao pedido da defesa de Marujo, que tenta mantê-lo em Luziânia, alegando problemas de saúde, risco à integridade física e vínculos familiares em Goiás.
A decisão não descarta a transferência para o estado do Pará, mas isso dependerá da verificação das condições das unidades prisionais de Anápolis e Goiânia para receber o preso.
A chacina
Um grupo de nove garimpeiros foi atacado enquanto negociava terras em uma área de garimpo na divisa entre o Amapá e o Pará. Oito morreram e um foi resgatado com vida.
A polícia acredita que as vítimas foram confundidas com assaltantes que atuavam na região dias antes. As informações preliminares apontam que um grupo criminoso vinha realizando roubos de ouro, o que pode ter motivado a ação dos suspeitos da chacina.
Os corpos foram encontrados em pontos distintos da mata e do rio Jari.
Sete homens foram presos acusados de participação no crime: cinco policiais militares, um guarda civil de Laranjal do Jari e um garimpeiro. Segundo as investigações, o mandante da chacina seria José Edno Alves de Oliveira, o “Marujo”.








