Amapá tem segundo maior crescimento do emprego formal do Brasil em agosto, aponta Caged

Estado registrou alta proporcional de 1,38% no número de empregos com carteira assinada no mês; no acumulado de 2026, Amapá lidera o país, com crescimento de 6,30%

Segundo os dados oficiais, o estado registrou crescimento de 1,38% no emprego formal em agosto

O Amapá aparece entre os principais destaques positivos do mercado de trabalho brasileiro nos dados do Novo Caged referentes a agosto de 2026, divulgados nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Segundo os dados oficiais, o estado registrou crescimento de 1,38% no emprego formal em agosto, o segundo maior avanço proporcional entre todas as unidades da Federação. O Amapá ficou atrás apenas da Paraíba, que apresentou crescimento de 1,59%, e à frente do Rio Grande do Norte, com 0,92%.

O resultado ganha ainda mais relevância quando considerado o desempenho acumulado do ano. Entre janeiro e agosto, o Amapá apresentou crescimento de 6,30% no estoque de empregos formais — a maior variação relativa do Brasil. Na sequência aparecem Piauí, com 4,27%, e Acre, com 4,09%.

Amapá lidera crescimento proporcional no ano

Os números mostram que o mercado formal amapaense avançou proporcionalmente em ritmo superior ao registrado no conjunto do país.

Enquanto o Amapá acumula alta de 6,30% em 2026, o estoque de empregos formais no Brasil cresceu 2,41% entre janeiro e agosto.

Isso significa que, em termos relativos, a expansão do emprego formal no Amapá foi mais de duas vezes e meia a média nacional no período.

O dado é especialmente relevante para uma economia de menor dimensão, na qual a expansão dos vínculos formais representa maior inserção de trabalhadores no sistema de proteção associado ao emprego com carteira assinada.

Os percentuais são do Ministério do Trabalho e Emprego, calculados a partir dos registros do Novo Caged.

Agosto acelerou geração de empregos

O resultado de agosto também representa uma aceleração em relação ao mês anterior no Amapá.

Em julho, segundo boletim da Secretaria de Estado do Planejamento elaborado com dados do MTE, o estado havia encerrado o mês com 108.648 postos formais de trabalho.

Naquele mês foram registradas 5.248 admissões e 4.838 desligamentos, deixando saldo positivo de 410 empregos formais.

Agora, em agosto, o Amapá aparece entre os estados com maior expansão proporcional do emprego formal do país.

Os dados detalhados do Novo Caged de agosto foram disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego em sua plataforma oficial de estatísticas do mercado de trabalho.

Desempenho do Amapá contrasta com desaceleração nacional

O desempenho amapaense chama atenção também porque o cenário nacional apresenta sinais diferentes quando observado o acumulado do ano.

O Brasil criou 165.827 empregos com carteira assinada em agosto, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Foi um crescimento de 7,2% na geração líquida de vagas em comparação com agosto de 2025.

Apesar do resultado positivo no mês, o país acumula 1.134.033 novas vagas entre janeiro e agosto de 2026, contra 1.516.881 no mesmo período de 2025 — retração de aproximadamente 25,2% na geração líquida de postos formais.

É nesse contexto que o resultado do Amapá se destaca: mesmo diante da desaceleração nacional na criação acumulada de vagas, o estado ocupa a primeira posição do país em crescimento proporcional do estoque de empregos formais em 202

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

erro: Conteúdo protegido!!