
No recurso ao Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP), Wesley Lieverson Nogueira do Carmo disse que houve irregularidades nas investigações do caso e também durante o Júri Popular, realizado em novembro do ano passado. Ele pediu que o julgamento que o condenou a 25 anos de reclusão fosse anulado com a realização de um novo júri.
Weslley, declarou, por exemplo, a nulidade das provas reunidas a partir da quebra do sigilo telefônico, segundo ele, houve irregularidade no uso desse recurso. Acrescentou que o relatório policial não foi auditado e que na verdade, as informações foram prestadas por um agente de polícia sem indicar de onde os dados foram extraídos.
Sobre a quebra do sigilo telefônico, o relator do recurso, desembargador Carlos Tork, esclareceu que o pedido foi feito por um delegado e autorizado pela justiça, e que só depois as informações foram utilizadas pela equipe de investigação. Garante que foi possível detectar, por meio de dados de rastreamento, que Weslley estava presente no local do crime e no momento do fato.
No relatório, o desembargador destacou que o rastreamento foi importante no decorrer das investigações, mas ressaltou que o processo é composto por provas robustas, principalmente, provas testemunhais ouvidas durante o julgamento. Ele rejeitou os pedidos feitos pela defesa de Weslley.
“Temos ainda que os autos seguiram o devido transcurso, sem qualquer nulidade identificada, bem como, com sentença proferida em total consonância com as provas dos autos, não havendo qualquer razão para a alteração da determinação de execução imediata da condenação”, concluiu o relatório que foi seguido pelos demais desembargadores. O acórdão foi publicado no último dia 20 de junho.
O Caso
De acordo com as investigações, na noite do dia 28 de dezembro de 2017, em frente à residência da vítima, no Bairro do Pacoval, uma pessoa não identificada desembarcou do veículo de Weslley e efetuou três disparos contra o psicólogo Lorhan Amanajás, de 27 anos de idade, que morreu no local.
Interceptações telefônicas e o cruzamento de dados de localização de celular provaram a participação de Wesley no crime que, além de contratar uma pessoa para matar Lohran, ainda deu fuga ao criminoso em seu veículo que estava estacionado às proximidades do local do assassinato.
Segundo as testemunhas, Weslley manteve relacionamento afetivo com Lorhan durante longo tempo e, após pôr fim à relação, Lohan passou a manter um novo relacionamento com um ex-companheiro de Weslley, o que teria despertado o desejo de vingança.








