Segundo os moradores, a prioridade da região não é uma nova unidade de saúde, mas sim a melhoria do posto de saúde já existente, que sofre com a falta crônica de medicamentos

Mesmo diante de protestos e críticas da população local, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan (MDB), anunciou a construção de uma policlínica no Residencial Jardim Açucena, localizado na zona sul da capital. A obra, que deveria ser um marco de atenção à saúde pública, tem enfrentado forte resistência dos moradores da região, que acusam a prefeitura de agir sem diálogo com a comunidade.
Em vídeo que circulou nas redes sociais na última terça-feira (15), moradores do residencial relataram que o prefeito teria evitado um encontro com a comunidade, deixando a responsabilidade da interlocução para o secretário de Zeladoria Urbana, Elson Freitas. Durante a tensa reunião, moradores chamaram o secretário de “puxa-saco do Furlan”, criticando sua postura ao defender uma obra considerada desnecessária pelos residentes.
Na área onde será construída a policlica a comunidade esperava pela construção de uma escola pública pelo município. Segundo os moradores, a prioridade da região não é uma nova unidade de saúde, mas sim a melhoria do posto de saúde já existente, que sofre com a falta crônica de medicamentos. Além disso, a comunidade cobra há anos a construção de uma escola pública municipal, uma vez que o residencial não conta com unidade escolar própria, e a única creche da região — construída ainda na gestão do ex-prefeito e atual governador Clécio Luís — encontra-se fechada para reparos desde o início do atual mandato, sem previsão de reabertura.
Mesmo diante das críticas, o prefeito manteve sua posição e publicou um vídeo institucional nas redes sociais, anunciando o início das obras da policlínica. Segundo ele, a construção será financiada com recursos provenientes de emendas parlamentares do senador Lucas Barreto (PSD) e dos deputados federais Vinícius Gurgel (PL) e Silvia Waiãpi (PL).
A atitude de ignorar os apelos da população acirrou ainda mais o clima de insatisfação no residencial. Líderes comunitários e moradores questionam a falta de participação popular nas decisões que impactam diretamente a realidade da região e pedem mais transparência e escuta por parte da gestão municipal.








