Prefeitura diz que aterro no Igarapé das Mulheres é temporário, até conclusão da limpeza do local

De acordo com a prefeitura, o aterro foi necessário para que uma retroescavadeira pudesse entrar no igarapé e retirar a grande quantidade de entulho

Após críticas e protestos de moradores, a Prefeitura de Macapá admitiu ser a responsável pelo aterro realizado no Igarapé das Mulheres, no bairro Perpétuo Socorro. A gestão municipal informou que a intervenção é temporária e tem como objetivo permitir o acesso de máquinas para a limpeza e drenagem do canal.

De acordo com a prefeitura, o aterro foi necessário para que uma retroescavadeira pudesse entrar no igarapé e retirar a grande quantidade de entulho acumulado. “Estamos fazendo a drenagem e retirada de entulho. Foi preciso criar um acesso provisório para a entrada da retroescavadeira”, afirmou o secretário de Articulação Institucional, Diogo Santos.

Alternativa questionada

Questionado sobre a possibilidade de utilização de uma balsa para realizar o serviço sem o aterro, o secretário alegou que o tipo de embarcação não teria condições de entrar no local. Segundo ele, a mesma estratégia já foi adotada em outra frente de trabalho, no canal das Pedrinhas, onde também houve limpeza promovida pela prefeitura.

A previsão da gestão municipal é que o trabalho dure cerca de 30 dias e que, ao final, o aterro seja totalmente retirado.

Falta de informações gerou protestos

Sem qualquer placa de identificação ou aviso prévio à população, o aterro levantou críticas de moradores do bairro e de ambientalistas, que chegaram a classificar a intervenção como “um crime ambiental”. Muitos acreditavam que se tratava da abertura de uma via ligando uma margem do igarapé à outra.

O episódio acabou gerando desgaste para a gestão do prefeito Antônio Furlan (MDB).

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