Estado deve ter um impacto de -0,31 ponto porcentual (p.p.) sobre o seu PIB

O Amapá é, proporcionalmente, o terceiro Estado mais atingido pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que entrou em vigor na quarta-feira (6), já contabilizando as exceções divulgadas na semana passada.
Segundo estudo conduzido por economistas do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas, o Estado deve ter um impacto de -0,31 ponto porcentual (p.p.) sobre o seu PIB ao longo de dois anos.
De acordo com o referido estudo, Espírito Santo é, proporcionalmente, o Estado mais atingido pelo tarifaço com impacto de 0,45 ponto porcentual (p.p.), seguido do Pará (-0,33 p.p.), Amapá (-0,31 p.p.) e Santa Catarina (-0,28 p.p.)

Já em valores absolutos, São Paulo é o Estado que mais perde com a nova rodada da guerra comercial, com impacto de US$ 2,4 bilhões.
A metodologia contabiliza não apenas o impacto direto das tarifas dos EUA ao Brasil e a lista de exceções, mas também as taxas aplicadas por Trump a outros parceiros comerciais dos americanos, como Japão, União Europeia e China, bem como a retaliação chinesa — o gigante asiático é, praticamente, o único país que anunciou e manteve uma tarifa retaliatória, de 10%. Esses movimentos, dizem os autores, devem produzir uma onda de redirecionamentos de demanda e outros ajustes entre os setores de diferentes países. Dessa forma, o trabalho chega a um efeito “global”, somando os efeitos diretos das tarifas americanas ao Brasil aos efeitos das demais tarifas.
Ainda que alguns amapaenses eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), comemorem a decisão do governo americano, parte da população deverá sofrer os impactos da medida. Produtores de açaí, por exemplo, estão sendo afetados pela suspensão nas exportações de açaí. Para esses produtores o tarifaço tem impacto imediato afetando um comércio que começou recentemente.
Em recente reunião com o senador Randolfe Rodrigues, os produtores de açaí receberam a promessa de apoio do governo federal na busca por outros mercados.








