Caso Heverson Castro: Exame de corpo de delito nas duas mulheres deu negativo, diz advogado

Após a divulgação dos vídeos, assessores e aliados de Furlan passaram a informar que o prefeito teria reagido a agressão dos jornalistas a duas mulheres.

Embora aliados do prefeito de Macapá tenham divulgado amplamente informações de que o prefeito de Macapá e duas senhoras foram agredidas pelo jornalista Heverson Castro e sua equipe de reportagem, a alegação pode não se sustentar por falta de provas.

De acordo com o advogado criminalista Mauricio Pereira, que atua na defesa do jornalista, não há provas da suposta agressão contra as duas senhoras e o prefeito de Macapá sequer figura como vítima no boletim de ocorrência.

Imagens sobre o episódio amplamente divulgadas desde ontem (17/08) mostram o jornalista entrevistando o prefeito sobre uma obra na zona norte de Macapá e a agressão do prefeito a um dos membros da equipe de reportagem.

Após a divulgação dos vídeos, assessores e aliados de Furlan passaram a informar que o prefeito teria reagido a agressão dos jornalistas a duas mulheres. As duas foram levadas para a delegacia de mulheres junto com o jornalista.

“Já temos o exame de corpo de delito das supostas vítimas negativo. Então tá provado que Everson e Iran foram vítimas d abuso de autoridade e liberdade da prerrogativa profissional “ disse o advogado Maurício Pereira. Ainda de acordo com o advogado o delegado entendeu que não houve crime de gravidade, abrindo um termo circunstanciado sobre o caso que agora vai para a justiça.

O jornalista passou seis horas na delegacia da mulheres e foi solto na noite de domingo.

Versão

Mesmo sem provas em nota, a prefeitura de Macapá afirmou que os jornalistas agrediram verbalmente o prefeito e tentaram ainda agredi-lo fisicamente. Um vídeo do momento da confusão, no entanto, desmente a versão oficial.

No vídeo, apoiadores do prefeito cercam o jornalista que diz: “A gente está fazendo nosso papel de imprensa. Que isso? isso é agressão.”

Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a agressão do prefeito de Macapá e disse que é “inadmissível qualquer reação que envolva violência”.

“Uma autoridade, um político eleito que representa a sociedade precisa ter uma postura adequada ao cargo. É inadmissível qualquer reação que envolva violência. A Abraji repudia a atitude do prefeito de Macapá e se solidariza com os profissionais de imprensa envolvidos no caso”, disse Katia Brembatti, presidente da entidade.

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