Segundo a corporação, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, sendo uma em Macapá e outra na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul
A Polícia Federal divulgou novas informações sobre a Operação Palanque Digital, deflagrada na manhã desta terça-feira (26), no Amapá, e confirmou a apreensão de aproximadamente R$ 72 mil em espécie, quatro armas de fogo e sete veículos durante o cumprimento dos mandados judiciais expedidos pela investigação.
Segundo a corporação, duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, sendo uma em Macapá e outra na cidade de Canela, no Rio Grande do Sul. Os investigados foram conduzidos para os procedimentos legais, prestaram depoimento e responderão ao processo em liberdade após pagamento de fiança.
A manifestação da Polícia Federal ocorre após investigados e pessoas citadas na operação utilizarem as redes sociais para tentar minimizar ou distorcer os fatos apurados pela investigação, especialmente em relação às buscas realizadas e aos materiais apreendidos durante a ação policial.
Mais cedo, a operação já havia provocado forte repercussão política no Amapá após a PF informar que apura o suposto uso irregular de contratos de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá, na ordem de R$ 25 milhões, para financiar uma estrutura digital voltada a ataques políticos, autopromoção e disseminação de conteúdos de desinformação contra adversários políticos.
De acordo com a investigação, empresas, influenciadores digitais e veículos de comunicação teriam sido beneficiados com recursos públicos originalmente destinados à comunicação institucional da prefeitura. A suspeita é de que parte desses valores tenha sido desviada para alimentar uma rede digital utilizada politicamente durante o período eleitoral.

Mandados em três estados
A Operação Palanque Digital mobilizou policiais federais no Amapá, Pará e Rio Grande do Sul. Ao todo, foram cumpridos 35 mandados de busca e apreensão nas cidades de Macapá/AP, Belém/PA e Canela/RS.
A PF investiga possíveis crimes eleitorais, lavagem de dinheiro, organização criminosa e delitos contra a administração pública. A corporação destacou ainda que novas infrações poderão ser identificadas no decorrer das apurações.
Investigação amplia pressão sobre ex-gestão
A nova ofensiva da Polícia Federal aumenta a pressão sobre o grupo político ligado ao ex-prefeito de Macapá, Antônio Furlan, que já é alvo de outras investigações envolvendo suspeitas de corrupção, fraudes em contratos públicos e uso político da máquina administrativa.
A apuração envolvendo contratos milionários de publicidade institucional abre uma nova frente investigativa sobre a utilização de recursos públicos para interferência política e manipulação do debate público nas redes sociais.
Nos bastidores políticos, a operação provocou forte reação devido ao alcance das medidas judiciais e ao envolvimento de figuras ligadas à comunicação digital e ao ambiente político local.








