De acordo com o jornalista, “se não fosse a presença de outros profissionais de imprensa que filmaram tudo, não seria possível comprovar a veracidade dos fatos“.
Convidado pela Assembleia Legislativa do Amapá (ALAP) para falar sobre a agressão sofrida por sua equipe de reportagem e sobre as detenções realizadas pela Guarda Municipal, o jornalista Heverson Castro acrescentou nesta terça-feira (19/08) um novo elemento ao caso: segundo ele, a intenção do prefeito de Macapá, Dr. Antônio Furlan (MDB), e de integrantes de sua equipe era subtrair os celulares dos profissionais e apagar as imagens registradas sobre uma obra municipal que, de acordo com a equipe, estaria em atraso.
O que foi dito aos deputados
Em fala no plenário (veja o vídeo), Heverson afirmou que, durante a vistoria do prefeito às obras de um hospital, “a ordem era tomar os celulares e apagar tudo o que mostrasse a situação da obra”. Ele também comparou a postura do prefeito a práticas de silenciamento da imprensa adotadas durante a ditadura militar, classificando o episódio como grave atentado à liberdade de expressão e ao trabalho jornalístico.
Ainda de acordo com o jornalista, “se não fosse a presença de outros profissionais de imprensa que filmaram tudo, não seria possível comprovar a veracidade dos fatos”.
Em vídeos divulgados nas redes sociais, o prefeito aparece afastando o microfone do jornalista e, em seguida, aplicando um “mata-leão” em Froes. Outros membros da equipe de reportagem também foram detidos pela Guarda Municipal, entre eles, Marshal dos Anjos.








