
“Mais de R$ 4 milhões em vendas de maquinário e quase 80% do rebanho negociado antes mesmo da metade da feira. Isso aqui é um divisor de águas para o Amapá”. A frase de Renan Massoni, presidente da Associação dos Produtores Rurais do Amapá, foi dita com entusiasmo do Amapá Agro Summit, lançado no domingo, 31. O momento traduziu o clima que toma conta do Pavilhão de Tecnologia & Inovação na 54ª Expofeira do Amapá.

Realizado pela primeira vez, o evento agropecuário já se consolida como o ponto de virada para o setor primário do estado. Mais do que um espaço de negócios, o Agro Summit marca o momento em que o Amapá deixa de ser apenas potencial e passa a ser realidade no mapa do agronegócio brasileiro.
O sucesso não aconteceu por acaso. Nos bastidores, há um projeto estratégico do Governo do Estado, coordenado pelo governador Clécio Luís, para transformar o Amapá em um polo agropecuário competitivo, sustentável e conectado com o que há de mais moderno no setor. E este primeiro impulso teve o apoio e articulação importante do deputado estadual e empresário Júnior Favacho.
O estado avançou na regularização fundiária, garantindo títulos para pequenos, médios e grandes produtores. Finalizou o zoneamento ecológico-econômico, que define com precisão onde e como produzir sem agredir o meio ambiente. Modernizou a legislação ambiental, criando regras claras e objetivas para quem quer investir com segurança.
Agência Amapá: a ponte entre o produtor e o futuro
Por trás da engrenagem que faz o Agro Summit funcionar, a Agência Amapá de Desenvolvimento Econômico desempenha papel central. Com uma estratégia ousada, a instituição atraiu startups, investidores, multinacionais, máquinas de última geração e especialistas em tecnologia agrícola para a Expofeira.
Wandenberg Pitaluga, diretor-presidente da Agência Amapá, define o evento como um ponto de convergência entre tradição e futuro: “Nosso trabalho é criar as condições para que negócios aconteçam. Atuamos como elo entre governo, produtores e investidores, trazendo agilidade, segurança e inovação. O Amapá tem potencial produtivo, mas precisava de um ambiente para fazer esse potencial florescer. O Agro Summit entrega exatamente isso”.
Entre os estandes, nomes e histórias se cruzam, mostrando que a transformação vai além dos números.
Danilo Trajano: genética que acelera a pecuária

Pela primeira vez no Amapá, o mineiro Danilo Trajano trouxe da Fazenda Guarani – referência na América Latina – 100 animais Nelore de alta performance, sendo 80 fêmeas e 20 touros.
“São 30 anos de seleção genética, produzindo animais precoces, de ganho rápido de peso e eficiência reprodutiva. Essa genética vai acelerar a pecuária amapaense, aumentando a produtividade e a rentabilidade do produtor. Quem investir hoje vai colher resultados por muitos anos”, explica Danilo.
Os touros da Fazenda Guarani chegaram com pré-vendas fechadas, e parte do rebanho já foi incorporada às fazendas de clientes locais. A genética de ponta desembarca no estado para transformar a produtividade e consolidar o Amapá como polo de excelência na bovinocultura.
Orlando Vasconcelos: máquinas, café e uma aposta milionária

O empresário Orlando Pereira Vasconcelos é outro símbolo da confiança no Amapá. Representante de uma marca nacional de maquinários, trouxe tratores, pulverizadores e colheitadeiras que, juntos, devem movimentar R$ 5 milhões em vendas durante o Agro Summit.
Mas a grande aposta de Orlando vai além das máquinas. Em 2023, ele conheceu a ExpoFeira e decidiu investir pesado: adquiriu 500 hectares de terra no estado e já iniciou o plantio de 100 hectares de café, com expectativa de produzir 7,5 mil sacas na primeira safra, prevista para 2027.
“Aqui vai acontecer uma virada de chave. Temos solo fértil, clima favorável e, agora, acesso à tecnologia de ponta. Estamos formando uma cooperativa com 26 produtores locais e trazendo mudas de Rondônia, que lidera a produção de cafés robusta premium no Brasil. A produtividade aqui vai superar a média nacional”, afirma Orlando.
Igor Miotto: agricultura familiar que cresce com inovação

Paranaense, Igor Miotto chegou ao Amapá com os pais há 12 anos. Hoje, administra 1, 8 mil hectares com produção diversificada de soja, milho, feijão e arroz. Ele adquiriu uma nova máquina na ExpoFeira para elevar a produtividade sem ampliar a área plantada.
“O Agro Summit está trazendo mais tecnologia, mais produtores e mais oportunidades. Quanto mais gente produzindo com qualidade, melhor para todos. É um movimento que fortalece o estado e abre portas para novos mercados”,
Os resultados do Amapá Agro Summit mostram a força do novo modelo de desenvolvimento econômico:
- R$ 4 milhões em vendas de máquinas e equipamentos agrícolas no primeiro dia;
- Quase 80% do rebanho Nelore exposto já negociado;
- Criação da Cooperativa de Café do Amapá, com 26 produtores locais;
- Conexão de startups e empresas de tecnologia com mais de 50 produtores e cooperativas;
- Reuniãos de negócios com potenciais investidores no Amapá. Mais de 76 grandes empresários do Brasil já confirnaram presença.
Com políticas públicas sólidas, articulação estratégica e um ambiente favorável para investimentos, o Amapá se consolida como nova fronteira do agronegócio amazônico. O Amapá Agro Summit prova que o estado pode conciliar inovação, sustentabilidade e crescimento econômico, integrando pequenos, médios e grandes produtores.








