O antigo Hotel Macapá vem snedo tranformado pelo Governo do Estado em um polo de ciência e empreendedorismo

A Amazônia assiste a um crescente movimento de novos biohubs, parques tecnológicos, incubadoras de startups e bioindústrias comunitárias que impulsionam a bioeconomia. No cenário já sob impactos das mudanças climáticas, os ambientes de inovação faz surgir uma geração de talentos mais próximos da floresta, no desafio de remodelar o padrão de desenvolvimento.
A expansão do chamado “ecossistema” de bionegócios, marcada pelo descolamento dos grandes centros, é refletida nas demandas – cada vez mais numerosas – mapeadas pelos principais programas de mentorias, apoio técnico e acesso a capital que visam levar boas ideias ao mercado.
Em Macapá, as atenções se voltam ao projeto do Foz do Rio Amazonas Tech Park, o primeiro parque tecnológico do Estado, que nasce da revitalização do antigo Hotel Macapá – prédio histórico desativado por mais de dez anos que agora se transforma em polo de ciência e empreendedorismo. Localizado na orla da capital, o empreendimento mobiliza aportes de R$ 27 milhões, desviando os holofotes do eixo Belém-Manaus. Do total, R$ 8,2 milhões foram captados junto à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), destinados à infraestrutura e serviços do parque, a ser ocupado por dezenas de startups, empresas e instituições tecnológicas.

Da biotecnologia aos sistemas alimentares, economia digital e turismo ecológico, os setores prioritários se alinham às vocações do Estado, com alta cobertura de florestas nativas bem conservadas. Na visão de Edivan Andrade, secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação do Amapá, a iniciativa “será um instrumento consistente de suporte ao setor produtivo para promover o desenvolvimento regional com base na inovação”.
“O convívio com a escassez, devido ao isolamento geográfico, favorece maior resiliência na hora de fazer negócio”, enfatiza Frank Portela, CEO da AmazonCure, startup que recebeu investimento de R$ 3 milhões para se instalar no novo parque, com meta de triplicar a atual receita após o início da produção de fitoterápicos de ponta – um deles à base de de jambu, voltado à saúde sexual.








