Amapá elabora Plano Estadual de Apoio à sociobioeconomia

O governo do Estado está promovendo oficinas em Macapá e no interior para mapeamento das comunidades e potenciais de produção sustentável

Central para a mitigação das mudanças climáticas, a bioeconomia ganha momento no país às vésperas da COP30. A atividade é uma das 30 metas principais da conferência ao lado da biotecnologia. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que prepara o Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia (PNDBio), anunciou que irá lançá-lo antes da reunião global e após mais uma consulta pública, realizada em agosto. Trata-se da primeira política pública nacional para o setor.

Organizada em missões, a estratégia está sendo desenhada para apoiar a economia dos povos tradicionais e recompensá-los pelos serviços ambientais prestados, conforme a pasta. As ações relacionadas com o conhecimento tradicional e cultural, a chamada sociobiodiversidade, irão começar na Amazônia para, em 2026, expandirem-se para o Nordeste.

O PNDBio prevê a instalação de núcleos regionais em parceria com governos estaduais para ampliar o acesso à assistência técnica e ao crédito entre as comunidades produtivas.

AMAPÁ

O Amapá está na reta final da elaboração do Plano Estadual de Apoio à Sociobioeconomia (PEAS). Com a presença de representantes de povos tradicionais e da força-tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), foram mapeadas 11 cadeias produtivas, entre elas, turismo de natureza, mandioca, mel, pescados, madeira e fitoterápicos.

O governo do Estado está promovendo oficinas em Macapá e no interior para mapeamento das comunidades e potenciais de produção sustentável. A proposta será apresentada durante a COP30.

ECONOMIA

Um estudo da Associação Brasileira de Bioinovação (ABBI) e Instituto Senai de Inovação em Biossintéticos e Fibras divulgado no ano passado estimou que a economia dos recursos biológicos tem potencial para, até 2050, retornar US$ 593 bilhões anuais ao país a partir de um investimento único de US$ 257 bilhões.

Pautado na bioeconomia industrial, o levantamento apontou que os novos biocombustíveis – onde o país já tem experiência por conta do Programa Nacional do Álcool (Proálcool) – são tecnologias-chave para alavancar o segmento enquanto contribuem para o cumprimento das metas do Acordo de Paris descarbonizando setores inteiros.

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