
De acordo com o laudo feito pelo médico do Hospital São Camilo, Francisco Canindé da Silva fez uma cirurgia no dia 1º de agosto para correção de hemorroida com sangramento. Depois do procedimento, ele teve retenção urinária, com a necessidade de instalar sonda vesical.
Exames mostraram que Canindé precisa fazer outra cirurgia para retirada da próstata, mas o procedimento vem sendo adiado por causa de um quadro grave de hipertensão. De acordo os médicos, ele vai precisar de UTI depois da cirurgia.
Por fim, o laudo aponta problemas psiquiátricos, tendo tentado se jogar do primeiro andar do hospital. Ele segue internado no hospital São Camilo com atendimento de média e alta complexidade.
Tanto o médico responsável pelo laudo, quanto o Iapen disseram que a penitenciária não tem condições de oferecer o tratamento médico que o acusado precisa.
Os relatórios vão ser analisados pela justiça da Comarca de Amapá, para decidir se o acusado tem mesmo a necessidade de permanecer em prisão domiciliar.
O Ministério Público do Amapá (MP-AP), já emitiu parecer opinando pela permanência de Francisco Canindé em prisão domiciliar.

O crime aconteceu durante uma discussão sobre posse de terras, em novembro de 2024. Um vídeo gravado por um dos cinco ocupantes do carro que levava os suspeitos mostra Francisco Canindé a vítima discutindo.
Antônio Carlos sai do veículo, discute com o idoso e em seguida dispara diversas vezes. A vítima tenta reagir, mas é derrubada e baleada novamente.
Segundo o inquérito, o vídeo foi gravado com o objetivo de simular uma reação provocada pela vítima. A Polícia Civil concluiu que as imagens reforçam a suspeita de que o crime foi planejado.
Já o Ministério Público do Amapá afirma que os acusados provocaram a vítima de forma intencional, com o intuito de justificar o assassinato e alegar legítima defesa.








