Pará, Amapá e Roraima lideram ranking da insegurança alimentar

No Amapá, o Governo do Estado através do progama “Amapá Sem Fome”, vem fazendo esforços para mudar essa condição

Embora a insegurança alimentar tenha caído em 2024 com relação a 2023, 18,9 milhões de lares brasileiros ainda eram afetados pelo problema no ano passado, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 10. A situação é mais grave no Norte e Nordeste.

Segundo o levantamento de 2024, os Estados com as maiores taxas de insegurança alimentar foram: Pará (17,1%), Amapá (16,3%) e Roraima (15,9%). Já as menores taxas foram registradas em: Santa Catarina (2,9%), Espírito Santo (3,5%), Rio Grande do Sul (4,1%) e Paraná (4,2%).

No Amapá, o Governo do Estado através do progama “Amapá Sem Fome”, vem fazendo esforços para mudar essa condição. Somente no mês de setembro o governo fez a entrega de entrega de 1.530 kits de alimentos, 540 kits de Primeira Infância e 582 vales-gás na Zona Norte de Macapá.

NÚMEROS ABSOLUTOS

Familías atendidas pelo programa Amapá Sem Fome, do Governo do Estado

De acordo com a analista da pesquisa do IBGE, Maria Lucia Vieira, a Região Norte, em particular, apresenta o índice mais alarmante de insegurança alimentar grave, que é a classificação mais severa, em que os indivíduos chegam a enfrentar a privação quantitativa de alimentos, como passar um dia inteiro sem comer.

No entanto, ao se analisar os números absolutos (quantidade total de domicílios afetados), o panorama se modifica. Apesar de a Região Sudeste ter um percentual proporcionalmente menor de insegurança grave, seu grande tamanho e densidade populacional resultam em um volume elevado de lares nessa condição. 

Isso porque o Nordeste tem cerca de 7 milhões de domicílios nessa situação, enquanto o Sudeste tem aproximadamente 6 milhões. Ou seja, em termos proporcionais, a Região Norte é a mais crítica, com a maior gravidade em relação ao seu tamanho populacional. Em termos absolutos, as regiões Nordeste e Sudeste são as mais impactadas, devido ao número total de domicílios enfrentando insegurança alimentar

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