Paralisações sem aviso prévio viram rotina; usuários reclamam de veículos sucateados, atrasos e tarifa alta. Ministério Público é cobrado a intervir
Macapá voltou a enfrentar caos no transporte público na manhã desta quarta-feira (05). Empresas que operam o sistema de ônibus suspenderam novamente o serviço em horário de pico, deixando centenas de trabalhadores, estudantes e moradores sem deslocamento e sem qualquer aviso prévio.
Essa é a segunda paralisação registrada em um mês, sempre em momentos de maior demanda, afetando diretamente quem depende do transporte para trabalhar, estudar ou acessar serviços públicos essenciais.
Nem a Prefeitura de Macapá, responsável pela fiscalização do serviço, nem as empresas concessionárias vieram a público explicar o motivo da suspensão.
Vereadores da oposição tentam respostas — e não conseguem
Parlamentares do bloco de oposição na Câmara Municipal estiveram em busca de esclarecimentos junto às empresas, mas sequer foram recebidos pelos empresários ou diretores dos consórcios que operam o transporte.
“Nem o município fala, nem as empresas explicam. Quem paga é o povo”, lamentou um dos vereadores que tenta acompanhar o caso.

Ministério Público é solicitado a agir
Com a crise se agravando, cresce o apelo para que o Ministério Público do Amapá (MP-AP) intervenha para exigir explicações formais da Prefeitura e das empresas, garantir continuidade do serviço essencial e avaliar eventual responsabilização civil ou administrativa.
“Transporte público é direito social e não pode ser interrompido sem justificativa, muito menos sem aviso ao usuário”, alertam especialistas em direito urbano.
Possível impasse: subsídio estudantil e repasses da Prefeitura
Nos bastidores, circula a informação de que a suspensão estaria ligada a atrasos no pagamento do subsídio da meia passagem estudantil e o do custo operacional do sistema.
Porém, nenhuma fonte oficial confirmou essa versão.
A ausência de transparência, segundo especialistas, agrava ainda mais a crise de confiança entre população, empresas e governo municipal.
População sofre com ônibus que não chegam

Sem qualquer comunicação institucional, passageiros lotaram paradas esperando ônibus que simplesmente não passaram.
“É um descaso completo. A gente sai de casa cedo para trabalhar e fica esperando sem saber de nada”, relatou uma usuária em uma das paradas da Zona Norte.
Descontentamento crescente com a gestão municipal
Usuários afirmam que o problema não é novo.
A gestão do prefeito Antônio Furlan já vinha sendo criticada pela falta de investimento, fiscalização e transparência no sistema de transporte. “A tarifa é alta e o serviço é péssimo. Agora, além de tudo, param quando querem e ninguém fala com a gente. É desrespeito”, disse um passageiro








