A manifestação ocorreu um dia após o secretário para o Clima das Nações Unidas, Simon Stiell, cobrar do governo brasileiro melhorias no esquema de segurança

Uma manifestação dos indígenas Mundurukus bloqueou o acesso principal da Cúpula do Clima das Nações Unidas (COP-30), em Belém, no início da manhã desta sexta-feira, 14. Eles protestam contra o plano de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, além de projetos de créditos de carbono. A entrada para a conferência da ONU foi feita por uma entrada lateral.
Ao menos duas dezenas de carros da Polícia Militar, bombeiros e agentes da Força Nacional estão de guarda. A manifestação ocorreu um dia após o secretário para o Clima das Nações Unidas, Simon Stiell, cobrar do governo brasileiro melhorias no esquema de segurança e na infraestrutura para o evento ambiental, que teve 56 mil inscritos. O Ministério da Casa Civil afirma estar tomando providências.
O principal alvo das queixas é o Plano Nacional de Hidrovias, colocando o Tapajós, o Madeira e o Tocantins como eixos prioritários para navegação de cargas. Para os Munduruku, o decreto “abre a porteira” para novas dragagens, derrocamento de pedrais sagrados e expansão acelerada de portos privados.
Os manifestantes também protestam contra projetos de crédito de carbono, considerados por eles como uma “venda da floresta”.
O presidente da COP-30, embaixador André Corrêa do Lago, falou com as lideranças indígenas e disse serem “legítimas” as reinvindicações do grupo. “Vamos conversar, vamos dialogar”, afirmou à imprensa logo após ir até o protesto, junto da CEO da conferência, Ana Toni.
Corrêa do Lago deixou a entrada da Zona Azul de mãos dadas com as lideranças indígenas e foi para um prédio vizinho, onde uma reunião com as lideranças foi realizada.








