Amprev emite nota garantindo que não há riscos para pagamentos de aposentados e pensionistas

No fundo do Amapá, o valor investido no Banco Master representa cerca de 5% do total dos recursos da entidade, de R$ 8 bilhões

Em nota Amprev garante que pagamentos de aposentados e pensipnistas estão assegurados
Em nota Amprev garante que pagamentos de aposentados e pensipnistas estão assegurados

A liquidação extrajudicial do Banco Master S.A., decretada pelo Banco Central nesta terça-feira (18), mobilizou órgãos públicos em todo o país — inclusive no Amapá. A Amapá Previdência (Amprev), responsável pela gestão dos recursos previdenciários de servidores estaduais aposentados e pensionistas, divulgou uma nota oficial garantindo que todas as providências necessárias já foram adotadas após o anúncio da liquidação.

No fundo do Amapá, o valor investido no Banco Master representa cerca de 5% do total dos recursos da entidade, de R$ 8 bilhões. O instituto conta com cerca de 30 mil beneficiários. O aporte só fica atrás da soma investida pelo instituto de previdência do Estado do Rio (Rioprevidência) no banco, de quase R$ 1 bilhão.

A aplicação das novas somas foi condicionada a uma auditoria a ser feita pelos dirigentes do Amapá na sede do banco, na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Na visita, feita no dia 22 de julho, os representantes do fundo público analisaram as instalações e detalharam os números do banco.

Amprev garante que pagamentos estão assegurados

Na nota de esclarecimento divulgada após o anúncio do BC, a Amprev informou que:

“já adotou todas as providências necessárias após a liquidação extrajudicial do Banco Master, acompanhando o caso de forma técnica e permanente junto às autoridades reguladoras para garantir a proteção do patrimônio previdenciário.”

O órgão assegurou ainda que:

  • os pagamentos a aposentados e pensionistas não serão afetados;
  • os recursos que garantem os benefícios estão preservados e continuam sob gestão responsável, conforme destacou o comunicado oficial.

A Amprev explicou também que todas as aplicações feitas no Banco Master seguiram rigorosamente as normas do Sistema Financeiro Nacional e a Política de Investimentos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).
Segundo o órgão, no momento da aplicação, o banco possuía autorização do Conselho Monetário Nacional (CMN) para operar com os regimes previdenciários, comportamento padrão no mercado financeiro e permitido pela regulamentação.

Contexto nacional da intervenção

A liquidação do Banco Master marcou um episódio de forte impacto no sistema financeiro brasileiro. A instituição, que vinha expandindo suas operações nos últimos anos, entrou em regime especial após decisões do Banco Central que consideraram a situação financeira incompatível com a continuidade regular das atividades.

O processo de liquidação extrajudicial suspende todas as operações do banco, congela ativos, e transfere ao liquidante o controle das decisões administrativas e financeiras, visando proteger credores e clientes.

Para os Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS) — como o da Amprev — a liquidação de instituições financeiras onde existam aplicações exige procedimentos técnicos imediatos, acompanhamento jurídico e fiscalização permanente junto à autoridade reguladora, o que, segundo a Amprev, já está sendo realizado.

O BC também determinou a liquidação da Master S.A. Corretora de Câmbio, do Banco Letsbank S.A. e do Banco Master de Investimento S.A.. A EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada como liquidante, assumindo a administração completa do processo. Além disso, foram tornados indisponíveis os bens da controladora Master Holding Financeira, da 133 Investimentos e Participações Ltda., e dos administradores Daniel Bueno Vorcaro, Armando Miguel Gallo Neto e Felipe Wallace Simonsen.

Conclusão

A nota da Amprev afirma que o impacto da liquidação do Banco Master já está sendo tratado dentro das normas, sem riscos imediatos ao pagamento das aposentadorias.

A autarquia reforça que continuará a adotar todas as medidas necessárias para proteger o patrimônio previdenciário e garantir a segurança financeira dos segurados do Estado. Leia a nota da Amprev

COMPARTILHE!

Comentários:

Notícias Relacionadas

error: Conteúdo protegido!!