Basta de Feminicídio! Conheça a história de Carla Carolina, amapaense assassinada em São Paulo

Ela tentava repetidamente se afastar, mas Ferreira a reconquistava com promessas de mudança

Nascida em Macapá (AP), Carla Carolina Miranda da Silva, 39, era descrita por familiares como discreta. Ela já havia confidenciado ao pai que o namorado era agressivo e manifestado intenção de voltar à terra natal, onde moram os três filhos, todos maiores de idade.

O chapeiro José Vilson Ferreira, 30, mantinha com ela uma relação de um ano e meio marcada por violência. Em janeiro de 2025, Carla o denunciou por lesão corporal, ameaça e injúria em uma delegacia, e conseguiu uma medida protetiva. Ela tentava repetidamente se afastar, mas Ferreira a reconquistava com promessas de mudança, contou uma familiar.

Após nova agressão em 30 de dezembro, Carla pediu abrigo a um ex-patrão, que a acolheu por alguns dias. Na noite de 3 de janeiro, por volta das 23h, ela lhe enviou mensagem avisando que estava a caminho. O trajeto consistia em sair do trabalho, pegar um ônibus até o Cambuci e, de lá, seguir para a Liberdade, ambos na região central de São Paulo. Cerca de 40 minutos depois, o ex-patrão ouviu gritos — só no dia seguinte soube que eram de Carla. Ela morreeu no Hospital das Clínicas.

Crime

Segundo a investigação, Ferreira esperou escondido atrás de um carro. Carla caminha pela calçada, até que avista José, e tenta fugir. Em seguida, ele corre atrás dela com um facão até que consegue alcançá-la. Ela cai no chão, momento em que o criminoso abaixa e desfere os golpes contra ela. De acordo com depoimentos, ela foi encontrada com dois ferimentos no braço esquerdo, um no braço direito e outros dois superficiais no abdômen.

Na fuga o criminoso ligou ao irmão dizendo que “havia feito uma cagada” e pediu abrigo. Foi preso no dia seguinte, deitado na rede na casa de um parente.

autor foi preso cerca de 12 horas após o crime, no bairro do Jabaquara, zona sul da capital paulista.

Em depoimento, disse que o casal costumava reatar após as brigas e que matou Carla por ciúme. A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou Ferreira réu por feminicídio. Ele é atendido pela Defensoria Pública, que não se pronunciou.

Como denunciar situações de Violência contra as Mulheres?

Se você sofre ou presenciou algum tipo de violência contra as mulheres, denuncie. Existem diversos serviços e instituições que podem prestar o atendimento e o apoio necessários para romper o ciclo da violência.

Ligue 190 – PMAP Em caso de emergência, a mulher ou alguém que esteja presenciando alguma situação de violência, pode pedir ajuda por meio do telefone 190. Uma viatura da Polícia Militar é enviada imediatamente até o local para o atendimento

Ou emtão ligue para o dispositivo central na estratégia de enfrentamento da violência contra a mulher no país, a Central de Atendimento à Mulher — Ligue 180

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