No começo do ano a empresa havia recebido a licença prévia

A Cadence Minerals, empresa listada em Londres, por meio de sua subsidiária DEV Mineração, obteve a licença de instalação relacionada ao seu projeto de minério de ferro no estado do Amapá.
“A DEV recebeu a Licença de Instalação para o projeto Amapá, permitindo a reforma e mobilização da planta Azteca, apoiada por uma linha de pré-pagamento vinculante de US$4,6 milhões (mi) – aproximadamente US$3,45mi para licenciamento, reforma e comissionamento, e US$1,15mi para capital de giro, com meta de comissionamento até o fim de junho de 2026 para reiniciar a Azteca como uma planta de reprocessamento de baixo capex, produzindo cerca de 380 mil toneladas por ano de concentrado de minério de ferro”, disse a empresa em comunicado.
A licença, obtida junto ao órgão ambiental estadual Sema/AP, é a segunda em um processo de três etapas de licenciamento. No começo do ano a, a empresa havia recebido a licença prévia.
Projetos de mineração no Brasil exigem três licenças ambientais: a licença prévia, que avalia a viabilidade do projeto; a licença de instalação, que autoriza a implementação; e a licença de operação, concedida após a fase de instalação e a verificação do cumprimento das medidas de proteção ambiental.
A capacidade anual de produção do projeto é estimada em 5,5 milhões de toneladas métricas (Mt) ao longo de uma vida útil de mina de 15 anos. O minério no local tem teor de ferro de 65%, considerado entre os mais altos do mundo e atrativo para siderúrgicas que buscam reduzir emissões de gases de efeito estufa.
Atualmente, a Cadence detém participação de 36,2% no projeto, enquanto a Indo Sino possui o restante. A propriedade ocorre por meio de uma joint venture chamada Pedra Branca Alliance (PBA), que controla a DEV Mineração.
O Projeto Amapá compreende uma mina a céu aberto, uma planta de processamento e beneficiamento, uma ferrovia e um terminal de exportação.
As operações foram suspensas em 2014 após uma falha geotécnica na instalação portuária, o que limitou as exportações. Devido a essas restrições e a problemas de fluxo de caixa, a DEV entrou com pedido de recuperação judicial em 2015 e encerrou as operações.
Em 2019, Cadence, Indo Sino e DEV apresentaram um plano de reestruturação aprovado pela Justiça para revitalizar o Projeto Amapá. A estratégia inclui retomar as operações após modernizações da planta e melhorias na qualidade do produto, além de restaurar o porto, a ferrovia e a infraestrutura de apoio.
No final do ano passado, durante reunião com representantes da DEV Mineração, o governo do estado do Amapá anunciou que a retomada do projeto resultaria em investimentos de US$200mi.








