Calor e problemas na infraestrutura do aeroporto de Macapá são alvos de apuração do MPF

Acompanhamento do caso começou depois da queda de parte do forro. Passageiros relatam problemas no sistema de refrigeração e no elevador

O Ministério Público Federal (MPF) realizou, nesta sexta-feira (8), uma visita ao Aeroporto Internacional de Macapá Alberto Alcolumbre. A diligência teve como objetivo apurar as condições de infraestrutura, de climatização e de funcionamento dos elevadores. O procurador da República Aloizio Brasil Biguelini, responsável pela investigação, foi recebido por representantes da empresa Norte da Amazônia Airports (NOA), responsável pela administração do aeroporto.

A visita às dependências do aeroporto decorre de uma Notícia de Fato instaurada para apurar denúncias de irregularidades na manutenção e no funcionamento das instalações. As investigações foram iniciadas após incidentes como o desabamento de partes do forro de gesso, relatos de calor excessivo e problemas no elevador. Um novo desabamento de forro na praça de alimentação foi registrado no mês de julho. A corrosão das calhas teria sido a causa.

Em relação à infraestrutura, o MPF observou que estão em andamento ações corretivas na praça de alimentação e na sala de embarque. A concessionária apresentou um cronograma para a manutenção corretiva definitiva da cobertura do aeroporto, com prazo final para setembro. Quanto aos elevadores, a NOA explicou que dois permanecem interditados, devido à indisponibilidade de peças, mas outros dois estão em funcionamento.

Durante a visita desta sexta-feira, os representantes da NOA informaram que o sistema de climatização do aeroporto está operando atualmente com 75% de sua capacidade. A concessionária declarou que a normalização do serviço deve ocorrer em até 90 dias. A NOA atribui parte do problema a interrupções de energia elétrica em Macapá, que afetariam a operação dos equipamentos.

A concessionária apresentou, no procedimento, planos de ação e investimentos previstos para a recuperação do resfriamento por água (chiller) e a aquisição de um sistema de proteção contra variações de energia. A fase atual da concessão, prevista para durar até maio de 2026, é dedicada a investimentos e melhorias. O MPF continuará acompanhando o caso, por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão.

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