Com a promessa de economizar 80% de óleo diesel, Hidrelétrica de Oiapoque-AP deverá entrar em operação até o fim do ano

Empreendimento construído no rio Oiapoque passou por vistoria de uma equipe técnica do Ibama

Uma equipe técnica do Ibama fez uma vistoria na Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Salto Cafesoca, em 4 e 5 de novembro, em Oiapoque (AP). O objetivo foi acompanhar a etapa de testes e ensaios do empreendimento, antes da operação comercial, prevista para ser iniciada em dezembro. A hidrelétrica está sendo implantada no rio Oiapoque, na fronteira entre Brasil e Guiana Francesa.

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Durante a vistoria, foram observados testes eletromecânicos para a verificar o funcionamento dos sistemas elétricos e hidráulicos, de acordo com os projetos, as especificações e as normas técnicas. Também foram avaliadas as ações executadas nos programas ambientais da fase de instalação, como recuperação de áreas degradadas, transplante de plantas, monitoramento de fauna, supressão de vegetação, passarela de pedestres, entre outras. Os programas, os planos e as medidas que devem ser implementados nessa fase foram definidos em setembro, quando a licença de operação do empreendimento foi emitida pelo Ibama.

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A equipe que participou da vistoria foi composta por analistas ambientais do Ibama que atuam na Coordenação de Licenciamento Ambiental de Hidrelétricas, Obras e Estruturas Fluviais (Cohid), na Unidade de Exercício Descentralizado do Amapá e na Unidade Técnica em Oiapoque.

Licença de Operação emitida em setembro

Com capacidade de 7,5 megawatts, a PCH Salto Cafesoca atenderá grande parte da demanda por energia elétrica de Oiapoque (AP), que ainda é um sistema isolado, e contribuirá para a redução de cerca de 80% do consumo do óleo diesel usado nos geradores de energia que abastecem o município.

O empreendimento  

Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Salto Cafesoca, que será construída às margens do Rio Oiapoque próxima às comunidades de Prainhas I e II, tem como objetivo principal contribuir para o abastecimento energético do município do Oiapoque e oferecer uma outra fonte de energia além da gerada atualmente através de termelétrica.

O Rio Oiapoque delimita a fronteira nacional com a Guiana Francesa, no entanto a instalação de todas as estruturas produtivas da PCH será feita em território brasileiro.

Este empreendimento aproveita um pequeno desnível bruto da corredeira Salto Cafesoca no Rio Oiapoque, que varia conforme o nível da maré e por isso a PCH Salto Cafesoca é caracterizada como a fio d’água, ou seja, suas turbinas geram energia utilizando a própria vazão do rio sem precisar de um grande desnível e de um reservatório, ou seja, não haverá barragem nem represamento do rio. Este sistema permite que o rio mantenha seu curso natural, o que contribui para a redução dos impactos socioambientais.

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