Durou pouco: assassino de Emily Miranda sofre nova condenação e volta ao regime fechado

Kássio Mangas conquistou o direito de progredir para o semiaberto em outubro de 2025, mas perdeu o benefício após ser condenado por perseguir uma funcionária do próprio presídio

O ex-policial militar Kássio de Mangas dos Santos, que cumpre pena de 24 anos e 9 meses de prisão pelo assassinato da ex-companheira, a cabo Emily Miranda, voltou ao regime fechado no início de setembro de 2026.

O preso perdeu o benefício do regime semiaberto após ser condenado pelo crime de perseguição (stalking) contra uma funcionária do presídio.

Progressão de regime

Kássio Mangas foi preso em 14 de agosto de 2018, dois dias após o feminicídio. Ao longo dos anos em que permaneceu no regime fechado, obteve diversas vezes o benefício da remição de pena por dias dedicados ao trabalho, ao estudo e à leitura.

Em outubro de 2025, Kássio conseguiu progredir para o regime semiaberto. Na época, o próprio Iapen emitiu uma certidão declarando que o preso apresentava comportamento carcerário satisfatório, sem registro de faltas disciplinares nos 12 meses anteriores.

Condenação por perseguir servidora

O benefício foi suspenso dez meses depois, após o cometimento de falta grave. Já com o direito de sair durante o dia para trabalhar, Kássio foi investigado e condenado por perseguir uma servidora do Centro de Custódia do Zerão, onde cumpre pena.

De acordo com a denúncia do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Kássio abordou a mulher em diversas ocasiões, fazendo comentários e elogios de cunho pessoal e íntimo. Ele chegou a escrever uma carta manuscrita à servidora, na qual repetiu os elogios, causando constrangimento à vítima.

O Ministério Público apontou que a mulher nunca demonstrou reciprocidade. Pelo contrário, sentiu-se intimidada e coagida por ser assediada por um homem condenado por feminicídio.

Pelo crime de stalking, cometido contra uma mulher por razões da condição do sexo feminino, Kássio foi condenado a 1 ano e 10 meses de prisão em regime fechado.

Juíza determina perda da progressão

Ao determinar a “regressão cautelar” para o regime fechado, a juíza Ilana Kabacznik Luongo Kapah, da 2ª Vara de Execução Penal de Macapá, também determinou a realização de uma audiência para ouvir Kássio Mangas e permitir que ele apresente sua defesa.

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