
O pedido de prorrogação de monitoramento eletrônico de Luanderson de Oliveira Alves, o Caçula, foi feito pelo Ministério Público Eleitoral. Desde que foi solto, em fevereiro, ele é obrigado a usar tornozeleira, e o MPE quer agora que o prazo seja prorrogado por mais 90 dias.
No pedido à justiça, os procuradores sustentam que os crimes atribuídos a Caçula são bastante graves e que não há elemento novo que justifique a retirada do aparelho. Muito pelo contrário, o monitoramento se faz necessário pelo risco de que o acusado volte a cometer os mesmos crimes.
Caçula é acusado de compra de votos, coação eleitoral e organização criminosa. Segundo as investigações, ele também teria ligação com uma facção criminosa atuante no Amapá, envolvida em homicídios e tráfico de drogas.
O Ministério Público Eleitoral lembrou que o acusado não ganhou a liberdade provisória de forma incondicional, e que a imposição do monitoramento equilibra o direito de locomoção e a eficácia do andamento processual.
Ao avaliar o pedido de prorrogação de prazo, o juiz Normandes Antônio de Sousa, reconheceu que não há fato novo para que a medida cautelar seja cessada. Segundo ele, o avanço das investigações apontam para a necessidade de acompanhamento dos próximos passos de Caçula.
“Considerando a permanência dos requisitos autorizadores da medida, DEFIRO, a renovação da medida cautelar de monitoramento eletrônico imposta a Luanderson de Oliveira Alves, pelo prazo adicional de 90 (noventa) dias, a contar do término do período anterior”, diz trecho da decisão.
As investigações
Luanderson de Oliveira Alves, o Caçula, foi candidato ao cargo de vereador pelo PSD nas eleições de 2024. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Operação Herodes, da Polícia Federal, acusado de ter a campanha eleitoral financiada pela facção Família Terror do Amapá, organização criminosa que atuava no Habitacional Macapaba, na Zona Norte de Macapá.
Quando foi solto em fevereiro deste ano, Caçula foi obrigado a cumprir diversas medidas cautelares, entre elas, o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de entrar em prédios da prefeitura de Macapá, onde teria influência. Ele também está proibido de manter contato com os demais investigados.
A operação Herodes também prendeu o subsecretário de Zeladoria Urbana de Macapá, Jesaias da Silva, suspeito de ligação à mesma organização criminosa. Na época, Jesaias foi exonerado do cargo na prefeitura e responde ao inquérito em liberdade.








