Ex-guarda portuário condenado por estupro perde mais um recurso e segue sem direito à prisão especial

Samuel George Miranda, que está preso no Cadeião do Iapen, tenta cumprir a pena de mais de 50 anos de prisão no Centro de Custódia do Zerão

Desde que foi transferido para o cadeião do Iapen, na rodovia Duca Serra, o ex-guarda portuário Samuel George Miranda, apresentou vários recursos na justiça para tentar retornar para o Centro de Custódia do Zerão, todos foram rejeitados. 

A última tentativa foi no Supremo Tribunal Federal, e mais uma vez o ex-guarda condenado por esturpro teve o pedido negado. No dia 30 de outubro, o ministro Edson Fachin, presidente do Corte, declarou que, para analisar o entendimento da justiça do Amapá, seria necessário reexaminar os fatos e as provas reunidas no processo, o que não seria possível por meio do recurso extraordinário apresentado pela defesa.

Samuel George Miranda cumpriu nove anos da pena em prisão especial, no Centro de Custódia do Iapen, no bairro Zerão. No final do mês de março deste ano, a Vara de Execução Penal reconheceu que ele não tem direito a prisão especial e determinou sua transferência para o Cadeião da rodovia Duca Serra.  

O ex-guarda portuário usava faca para estuprar meninas menores de 14 anos

Samuel George Miranda, foi preso preventivamente em novembro de 2016 pelo estupro de uma menina de 14 anos de idade, no município de Santana. Por esse crime, ele foi condenado a oito anos e seis meses de prisão. 

Com a divulgação do caso, outras vítimas identificaram o criminoso e procuraram a delegacia. A segunda condenação de George, foi de doze anos e quatro meses de prisão pelo estupro de uma criança de nove anos de idade, em um bairro da Zona Norte de Macapá. 

Com a apreensão do telefone celular de George, ficou comprovado que, em alguns casos, ele chegou a filmar os estupros e ameaçava as vítimas a divulgar as imagens, caso elas o denunciassem. 

Desde a prisão preventiva, George não saiu mais da cadeia e as condenações se sucederam até chegar a 57 anos de prisão, foram cinco condenações por estupro de vulnerável. O modo de agir para praticar os crimes era sempre o mesmo: o guarda portuário abordava as meninas na rua, e com uso de faca as obrigava a entrar no carro dele, onde ocorriam os estupros. 

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