
Brenda Aragão Monteiro (filha e irmã) e Zenaide Aragão Monteiro (viúva e mãe), alegam que as mortes de Jesus de Aragão Monteiro e Silvanildo Pereira Monteiro, acarretaram imediato e profundo abalo financeiro, já que os dois contribuíam diretamente para o sustento da família.
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Foram apresentados documentos comprovando que Silvânio, o pai, exercia a atividade de pescador, e Jesus, o filho, trabalhava como auxiliar de cozinha. As autoras da ação garantem que as mortes das duas vítimas causaram grandes dificuldades para a sobrevivência da família.
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Diante da perda repentina das duas principais fonte de sustento, a família pede a concessão de tutela provisória de urgência, para que o Estado do Amapá seja obrigado a pagar pensão mensal de 1 salário mínimo para cada vítima, totalizando R$ 3 mil.
Pede ainda a condenação do Estado ao pagamento de indenização por danos morais, no valor de R$ 500 mil para cada autora da ação, totalizando R$ 1 um milhão.


A família é representada pelo advogado Walisson dos Reis, que apresentou documentos referentes à perícias, declarações de testemunhas e recortes da denúncia do Ministério Público Estadual feita à justiça. Alegou que pai e filho foram executados após serem agredidos e humilhados por policiais à paisana, alcoolizados e fora do horário de trabalho.
Defendeu o pagamento da pensão mensal e da indenização por danos morais, como reparação em decorrência da ação violenta sofrida pelos PMs.
“Zenaide, mãe de Jesus e esposa de Silvanildo, e Brenda, filha de Jesus e irmã de Silvanildo — sofreram e continuam sofrendo dano moral inestimável, decorrente não apenas da perda abrupta e injustificável de seus entes queridos, mas também da forma cruel, desumana e covarde com que foram mortos por agentes estatais”, diz trecho da ação de indenização.
“Zenaide, mãe de Jesus e esposa de Silvanildo, e Brenda, filha de Jesus e irmã de Silvanildo — sofreram e continuam sofrendo dano moral inestimável, decorrente não apenas da perda abrupta e injustificável de seus entes queridos, mas também da forma cruel, desumana e covarde com que foram mortos por agentes estatais”
O crime
Sivanildo Pereira Monteiro, de 43 anos, e Jesus Aragão Monteiro, de 23 anos, pai e filho, foram assassinados no dia 31 de maio deste ano durante o Fest Castanha, no Distrito de Água Branca do Cajari, em Laranjal do Jari.
Os acusados pelo crime são: O sargento Faber Araujo dos Santos e os soldados Eladio dos Santos Neto e José Adriano Louro de Oliveira. De acordo com o inquérito policial e a denúncia do Ministério Público, os PMs estavam à paisana em horário de folga e consumiam bebida alcoólica.
Silvanildo, que havia sido agredido e algemado por filmar a confusão, foi visto vivo entrando na viatura policial, mas morreu pouco depois, atingido por dois tiros no tórax, além de apresentar marcas de balas de borracha.
O filho dele, Jesus, tentou fugir correndo para a mata, desarmado e sem camisa, segundo as testemunhas. Foi perseguido e atingido por três tiros de arma de fogo, um deles à curta distância, além de apresentar uma lesão de bala de borracha.








