Levantamento realizado pelo ConectAmapá aponta que filhos de lideranças políticas e ex-integrantes de grupos tradicionais já articulam pré-candidaturas

O cenário político do Amapá começa a registrar o surgimento de novos nomes ligados a famílias tradicionais da política local para as eleições de 2026. Levantamento realizado pelo ConectAmapá aponta que filhos de lideranças políticas e ex-integrantes de grupos tradicionais já articulam pré-candidaturas para disputar vagas na Assembleia Legislativa do Amapá.
Entre os nomes que aparecem no cenário eleitoral está João Pedro Góes, filho do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional e ex-governador do Amapá, Waldez Góes e da ex-deputada estadual e atual conselheira do Tribunal de Contas, Marília Góes. João Pedro é pré-candidatura ao cargo de deputado estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT).
Outro nome citado no levantamento é Bruna Rezende, filha da deputada estadual Liliane Abreu e do prefeito de Tartarugalzinho, Bruno Rezende.
A lista inclui ainda Eloísy Auzier, filha da deputada estadual Edna Auzier e do ex-deputado Eider Pena, que igualmente deve entrar na disputa eleitoral com apoio político da família. Eider foi condenado pela justiça e está impedido de concorrer. O mesmo pode ocorrer com Edna Auzier.
Política

O avanço de filhos e parentes de políticos tradicionais no cenário eleitoral reacende debates sobre renovação política, herança eleitoral e influência de grupos familiares na política amapaense.
No Amapá, assim como em outros estados brasileiros, é comum a presença de famílias que mantêm atuação política ao longo de diferentes gerações, ocupando cargos no Executivo, Legislativo e em estruturas partidárias.
Especialistas apontam que sobrenomes conhecidos acabam tendo vantagem inicial devido à estrutura política já consolidada, visibilidade pública, redes de apoio e capital eleitoral herdado dos familiares.
Eleições de 2026 começam a movimentar bastidores
Mesmo faltando três meses para o início do processo eleitoral, partidos e grupos políticos já iniciaram articulações visando a formação de chapas competitivas para deputado estadual, deputado federal e Senado.
O levantamento realizado pelo ConectAmapá destaca que outros nomes ligados a famílias políticas tradicionais ainda podem surgir nos próximos meses, ampliando o cenário de sucessão política familiar no estado.
As eleições de 2026 devem ocorrer em um ambiente de forte polarização política e intensa disputa nas redes sociais, fatores que tendem a influenciar diretamente as estratégias de campanha e formação de alianças partidárias no Amapá.








