“Foram roubados”, diz prefeito em exercício ao denunciar rombo na MacapáPrev

Pedro Da Lua faz acusação direta contra gestão anterior e afirma risco imediato ao pagamento de aposentadorias

O prefeito em exercício de Macapá, Pedro Da Lua, elevou o tom ao comentar a situação financeira da previdência municipal e fez uma grave acusação pública: segundo ele, cerca de R$ 200 milhões da MacapáPrev teriam sido “roubados”.

A declaração foi feita em tom incisivo e marca uma mudança na narrativa sobre a crise do sistema previdenciário do município.

Comparação com a Amprev

Ao abordar o tema, Da Lua fez questão de diferenciar a situação da Amprev, que recentemente realizou um aporte de cerca de R$ 400 milhões no sistema financeiro.

Segundo o prefeito em exercício, o caso da Amprev envolve recursos aportados com expectativa de retorno, sustentados por um patrimônio robusto.

“A Amprev tem pelo menos R$ 7 bilhões para garantir a aposentadoria dos seus servidores. O valor aportado vai voltar”, afirmou.

Acusação de desvio

Em contraste, Da Lua afirmou que a realidade da MacapáPrev é completamente distinta e preocupante.

De acordo com ele, os recursos que deveriam garantir a sustentabilidade do sistema previdenciário municipal teriam sido desviados.

“Os quase R$ 200 milhões da MacapáPrev foram roubados. Não foram aportados”, declarou.

A fala sugere possível irregularidade grave na gestão dos recursos previdenciários e pode ter desdobramentos jurídicos e políticos relevantes.

Risco imediato

O prefeito em exercício também fez um alerta sobre a situação crítica do caixa da previdência municipal.

Segundo ele, a MacapáPrev não teria recursos sequer para honrar os compromissos do mês, o que coloca em risco direto o pagamento de aposentados e pensionistas.

“A MacapáPrev não tem nem esse mês para pagar”, disse, ao atribuir a responsabilidade à gestão anterior.

Crise previdenciária e impacto político

A gravidade das acusações — especialmente o uso do termo “roubo” — deve pressionar órgãos de controle, como Ministério Público e tribunais de contas, a aprofundarem investigações sobre a gestão dos recursos.

Além disso, o tema tende a ganhar forte repercussão no cenário eleitoral, com impacto direto sobre grupos políticos ligados à administração anterior.

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