Justiça autoriza alimentação diferenciada e saída de Marujo do presídio para exames e consultas

Suspeito de ser o mandante da chacina que matou oito homens em uma área de garimpo na divisa entre Amapá e Pará, se queixa de dores, tontura e fraqueza

José Edno Alves de Oliveira, o Marujo, está na Casa de Prisão Provisória da Cidade de Luziânia-GO, desde o dia 17 de agosto. Apontado como mandante do assassinato de oito garimpeiros em uma área de floresta entre o Amapá e o Pará, ele foi preso na cidade de Samambaia, no Distrito Federal.  

Na cadeia, Marujo vinha se queixando de dores no estômago, tontura e fraqueza. A defesa relatou à justiça de Goiânia que ele fez uma cirurgia bariátrica em 2023, que é diabético e hipertenso e que precisa de alimentação e atendimento médico diferenciados. 

Em decisão do último dia 10/09, o juiz Victor Alvares Cimini Ribeiro, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Luziânia (GO), autorizou a entrada diária de alimentos e suplementos descritos no Plano Nutricional a serem fornecidos pelos familiares de Marujo. 

O juiz também determinou que seja feita avaliação médica para verificar as queixas de dores, tontura e fraqueza. O atendimento deve ser feito prioritariamente por uma equipe do próprio presídio, mas se isso não for possível, a mesma decisão já autoriza que Marujo seja levado para um hospital da cidade de Luziânia. 

Também foi autorizada a saída de Marujo para fazer os exames de hemograma, vitamina B12, 25-hidroxivitamina D, zinco, glicemia de jejum, colesterol total e frações, triglicerídeos, TGO, TGP, ureia e creatinina. Os exames podem ser feitos na rede pública ou particular pagos pela família.

Por causa da superlotação e da falta de condições da Casa de Prisão Provisória de Luziânia para receber novos presos, no dia 20 de agosto, o juiz da Comarca autorizou o recambiamento de Marujo para o Amapá, mas ainda não há data definida para o cumprimento da decisão.

O Crime 

Um grupo de nove garimpeiros foi atacado enquanto negociava terras em área de garimpo na divisa do Amapá com o Pará. Oito morreram e um foi resgatado com vida. A polícia acredita que eles foram confundidos com assaltantes que atuavam na região dias antes.

As informações preliminares apontam que um grupo de assaltantes estava agindo na região para roubar ouro, o que teria provocado a reação dos suspeitos da chacina.

Além de Marujo, as investigações da Polícia Civil do Amapá identificaram a participação de 5 policiais militares, um guarda civil e um garimpeiro, que já foram presos preventivamente. 

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