
O Hospital da Mulher Mãe Luzia, em Macapá, registrou 952 partos nos dois primeiros meses de 2026, reforçando o papel da unidade como principal referência em atendimento obstétrico no Amapá.
Somente em janeiro foram realizados 501 partos — sendo 305 normais e 196 cesarianas. Já em fevereiro, a maternidade contabilizou 451 nascimentos. No mês, os partos normais voltaram a predominar e representaram 53,28% dos procedimentos, enquanto as cesarianas corresponderam a 46,72%.

O levantamento da ambiência de parto normal mostra que o fluxo de atendimentos permaneceu constante ao longo de fevereiro. O dia 4 foi o de maior movimento, com 25 nascimentos registrados. Já o dia 11 apresentou o menor volume do mês, com oito partos.
A análise por turnos revela uma distribuição equilibrada dos atendimentos ao longo do dia. Entre os 244 partos normais realizados em fevereiro, foram registrados 63 nascimentos pela manhã, 52 à tarde e 129 durante a noite, considerando os dois turnos noturnos.
Nas cesarianas — que somaram 207 procedimentos — a maior concentração ocorreu no período da tarde e no primeiro turno da noite, entre 19h e 1h.

De acordo com a diretora da maternidade, Cristiani Barros, os números refletem a capacidade da unidade de atender a elevada demanda obstétrica do estado.
“Mesmo diante da alta demanda e da superlotação que enfrentamos em alguns períodos, a maternidade consegue atender as gestantes que chegam à unidade com segurança. Com a entrega, ainda este ano, dos novos espaços que estão em obra no hospital, teremos mais estrutura para dar maior agilidade aos atendimentos e melhorar a capacidade de acolhimento dessas pacientes”, afirmou.
Os dados também reforçam a valorização do parto fisiológico na unidade. A equipe assistencial incentiva o parto normal sempre que não há indicação clínica para cirurgia, seguindo as diretrizes de humanização do nascimento, que favorecem uma recuperação mais rápida da mãe e maior segurança para o bebê.

O Hospital da Mulher Mãe Luzia atende gestantes de todo o Amapá e também de municípios do arquipélago do Marajó, no Pará.
A unidade funciona 24 horas, oferecendo serviços em obstetrícia, neonatologia e acompanhamento de gestações de alto risco.

Nos últimos anos, a maternidade recebeu investimentos do Governo do Amapá para ampliar a assistência materno-infantil.
Entre os avanços estão a implantação da UTI Neonatal com 32 leitos, a criação da Unidade de Cuidados Intermediários Convencionais (UCINCO) e a ampliação de novas enfermarias com 40 leitos.








