
Há exatos dois meses, o prefeito de Macapá, Dr. Furlan, agrediu um trabalhador da comunicação durante visita a obra do hospital municipal na Zona Norte de Macapá.
Dias depois de ter aplicado o mata-leão, o próprio prefeito disse que agiu para defender duas mulheres que estavam sendo agredidas. A situação toda foi gravada em vídeo e em nenhum momento as mulheres apareceram na cena, e mais, o prefeito poderia acionar os guardas municipais para intervir em favor das mulheres supostamente agredidas.
Mas a versão do prefeito de não se conter diante da situação, obriga-o a agir com rigor em casos de violência contra a mulher. A partir deste episódio, não seria razoável não tomar atitudes em favor das mulheres vítimas de violência.
Foi assim no caso da exoneração do secretário de Assistência Social Pedro Filé, acusado pela ex-companheira de abusos psicológicos, ameaças e invasão de privacidade, com monitoramento constante e ofensas verbais.
Filé teria saído “a pedido”, mas o fato é que o prefeito agiu para evitar desgaste e honrar o que disse lá atrás no episódio do mata-leão, quando teria ocorrido violência contra mulher.
No mais recente caso, o secretário de Desenvolvimento Nildo Nunes, foi acusado pela esposa de agressão física. De acordo com a ocorrência policial, a mulher de 32 anos levou socos e cotoveladas. Menos de 24 horas depois, o prefeito exonerou o suposto agressor.
Independente do episódio do mata-leão, é difícil imaginar que os auxiliares de Dr. Furlan seguiriam nos cargos depois dos registros policiais e da repercussão dos casos, mas a ação de afastar os secretários, busca validar ou comprovar aquilo que ainda temos dúvidas se realmente ocorreu: Os jornalistas agrediram servidoras municipais?








