
A Região Norte será o principal destino dos investimentos previstos no novo pacote de implantação e ampliação de terminais portuários privados no país. Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, cinco dos nove empreendimentos anunciados nesta etapa estão localizados nos estados do Pará e do Amapá, com aportes que superam R$ 3 bilhões, o equivalente a mais de 60% do total previsto no plano, estimado em R$ 4,7 bilhões.
Os projetos envolvem Terminais de Uso Privado (TUPs) voltados, sobretudo, à movimentação de granéis sólidos e líquidos, em consonância com o perfil exportador da região. De acordo com a pasta, os empreendimentos foram viabilizados por meio de parcerias com o setor produtivo e devem gerar milhares de empregos diretos e indiretos, tanto nas obras quanto nas futuras operações.
Pará
O estado do Pará concentra quatro dos cinco projetos da região. No município de Barcarena, serão aplicados R$ 2,37 bilhões na construção de um novo terminal e outros R$ 261 milhões na ampliação de uma estrutura já existente. Em Itaituba, estão previstos dois empreendimentos voltados à movimentação de granéis sólidos, com aportes de R$ 68,1 milhões e R$ 13 milhões, respectivamente.
Amapá
No Amapá, o Terminal Portuário de Santana receberá R$ 377 milhões para obras de modernização. Segundo o ministério, a intervenção tem como objetivo ampliar a capacidade de escoamento de produtos agrícolas e minerais, diante da crescente demanda por granéis líquidos e sólidos no estado.
O contrato para exploração do terminal privado vai até 2049. A capacidade de carga passará de 450 mil toneladas para 917 mil toneladas, fortalecendo a logística de armazenamento e escoamento da produção. O projeto inclui, ainda, a expansão dos berços de atracação, aumento do calado operacional e melhorias no acesso terrestre.
Segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o crescimento da movimentação portuária na Região Norte já se reflete nos números de 2025. Entre janeiro e maio, houve alta de quase 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. O avanço, de acordo com o levantamento, foi puxado principalmente pelo aumento na movimentação de granéis líquidos, que já respondem por mais de 20% de toda a carga movimentada nos portos da região.








