
O laudo pericial da Polícia Científica do Amapá concluiu que não há qualquer fala no áudio que comprove que o deputado Jory Oeiras (PP) menciona pagamento de R$ 60 mil aos jornalistas Heverson Castro, Iran Fróes e Marsal.
A gravação foi feita clandestinamente por uma pessoa já identificada, na antessala da presidência da Assembleia Legislativa.
A conversa entre o deputado e os jornalistas foi divulgada por veículos de imprensa e compartilhada em grupos de WhatsApp com conteúdo manipulado. A legenda do vídeo trocava a frase “vocês são cinegrafistas” por “sessenta mil à vista”, alterando o sentido original.
O material editado viralizou em todo o estado, sugerindo que o parlamentar teria pago a equipe de reportagem e o jornalista Heverson Castro para desestabilizar o prefeito Antônio Furlan durante uma agenda oficial nas obras do hospital municipal, na zona norte de Macapá que ocorreu no domingo, 17 de agosto .
Durante o episódio, Furlan agrediu o comunicador Iran Fróes com um golpe conhecido como mata-leão.
O caso que envolve a gravação clandestina da conversa do deputado e o conteúdo adulterado está sob investigação da Delegacia de Crimes Virtuais, e as pessoas envolvidas já estão sendo ouvidas.
O advogado do deputado, Diego Morpheu, classificou a gravação dentro da ALAP e a divulgação do vídeo editado com legendas que induzem ao erro como “uma afronta a todo o parlamento estadual”.
Segundo ele, veículos de imprensa que divulgaram informações falsas e pessoas que compartilharam o conteúdo estão sendo identificadas para responder judicialmente, mas ainda podem evitar processos caso façam retratação pública.
“Quem compartilha comete uma ilicitude grave e agora deve se retratar. A manipulação do conteúdo por meio da legenda não é apenas uma ação deliberada para macular a imagem de Jory, mas de todo o parlamento estadual”, afirmou Morpheu








