Petrobras retoma perfuração na Foz do Amazonas; conclusão é prevista para o 2º trimestre

A estatal disse que a retomada das atividades na costa do Amapá, foi feita após cumprir todas as recomendações da ANP

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, afirmou nesta terça-feira (31) que a estatal espera concluir no segundo trimestre a perfuração do poço Morpho, o primeiro em águas profundas na bacia da Foz do Amazonas. A informação foi publicada pelo jornal eletrônico Folha de S. Paulo.

A companhia retomou a perfuração no dia 16 de março, mais de dois meses após suspensão das atividades por vazamento de fluido de perfuração no início de janeiro, que levou o Ibama a emitir multa de R$ 2,5 milhões.

“O primeiro trimestre já acabou, então [a conclusão do poço] vai ser no segundo trimestre”, disse a executiva, em um evento no Rio de Janeiro. O cronograma original da companhia previa atingir o objetivo ainda em março.

O poço deve chegar a quase 7.000 metros de profundidade, para verificar se há petróleo ou gás natural no alvo identificado pela Petrobras.

Em nota, a Petrobras disse que a retomada do poço foi feita após “cumprir com todas as recomendações da ANP e prestar todos os esclarecimentos solicitados pela agência e pelos órgãos ambientais”.

A estatal foi atuada pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) por falhas na sonda de perfuração que está no local, mas sem relação com o incidente. O processo pode resultar em multa de até R$ 2 milhões.

O Ministério Público Federal ainda tenta suspender o licenciamento ambiental da pesquisa de petróleo na Foz do Amazonas pela Petrobras, além de rever as comunicações feitas pela empresa sobre o projeto e a análise conjunta de todos os poços previstos para o bloco.

Um cronograma posterior entregue pela própria empresa prevê a perfuração de outros três poços —Marolo, Manga e Maracujá— entre 2025 e 2029, o que, segundo o MPF, amplia o tempo total da atividade e o volume de impactos.

A perfuração na bacia da Foz do Amazonas é acompanhada de perto pelo setor, que vê na região uma aposta para renovar as reservas brasileiras de petróleo após o esgotamento do pré-sal.

Organizações ambientalistas, por outro lado, acusam o governo de incoerência ao permitir a busca por mais combustíveis fósseis ao mesmo tempo, em que apresenta o país como liderança na transição energética.

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