
O juiz Rafael Alvarenga Pantoja, titular da Vara Distrital de Monte Dourado-PA, determinou a intimação da delegacia de Polícia Civil de Monte Dourado, para que esclareça se tem interesse na guarda e utilização provisória de uma picape Toyota Hilux, que foi usada na chacina que matou oito garimpeiros na divisa dos estados do Pará e Amapá.
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Anteriormente, o veículo apreendido foi entregue à Polícia Civil de Laranjal do Jari, mas essa decisão foi revogada porque o inquérito foi transferido para a Comarca de Monte Dourado-PA, já que o local do crime foi Porto Itapeuara, no distrito de Monte Dourado, do lado paraense.
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“No caso da destinação provisória, a revogação da medida torna-se imperativa para que este Juízo possa exercer a sua competência plena, garantindo que o bem, apreendido em um crime consumado em território paraense, possa, se for o caso, ser utilizado em benefício dos órgãos de segurança pública do Estado do Pará”, declarou o juiz da Comarca de Monte Dourado, que passou a conduzir o inquérito que apura os crimes de homicídio Qualificado, Ocultação de Cadáver e Fraude Processual.
O Crime
Um grupo de nove garimpeiros foi atacado enquanto negociava terras em área de garimpo na divisa do Amapá com o Pará. Oito morreram e um foi resgatado com vida. A polícia acredita que eles foram confundidos com assaltantes que atuavam na região dias antes.

As informações preliminares apontam que um grupo de assaltantes estava agindo na região para roubar ouro, o que teria provocado a reação dos suspeitos da chacina. Os corpos foram encontrados em pontos distintos da mata e do rio Jari.
Sete homens foram presos acusados de terem praticado os crimes: cinco policiais militares, um guarda civil de Laranjal do Jari e um garimpeiro. O mandante da chacina teria sido José Edno Alves, o Marujo, que também está preso.








