Polícia Penal de Goiás cumpre decisão judicial e providencia recambiamento de Marujo para o Amapá

A justiça determinou a transferência de José Edno Alves de Oliveira em agosto do ano passado, mas a ordem ainda não havia sido cumprida

A justiça de Goiás determinou o recambiamento de José Edno Alves de Oliveira, o Marujo, para o Amapá por causa da superlotação das unidades prisionais de Luziânia-GO. A casa de detenção provisória, onde ele está preso, possui 187 vagas, mas atualmente está com 262 presos. 

A decisão judicial que determinou o recambiamento, é de agosto do ano passado e foi emitida quatro dias depois que ele foi preso. Passados mais de quatro meses, a ordem ainda não tinha sido cumprida.  

Marujo deveria ser transferido para o sistema penitenciário do Amapá dentro de 60 dias, com o fim do prazo, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), emitiu ofício à diretoria-geral de Administração Penitenciária do Estado, para que adote as providências para o recambiamento imediato.  

Em documento publicado nesta quinta-feira (8), o gerente de cartórios e movimentação de vagas da Polícia Penal de Goiás, Arthur Tabosa Matos, mandou providenciar a escolta de Marujo. 

Em novembro de 2025, o caso foi transferido da Comarca de Laranjal do Jari para Monte Dourado, já que o local do crime foi Porto Itapeuara, no distrito de Monte Dourado, Município de Almeirim, do lado paraense. Os processos relacionados à chacina que matou oito homens, já estão  tramitando no Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJ-PA). 

O Caso 

Um grupo de nove garimpeiros foi atacado enquanto negociava terras em área de garimpo na divisa do Amapá com o Pará. Oito morreram e um foi resgatado com vida. A polícia acredita que eles foram confundidos com assaltantes que atuavam na região dias antes.

As informações preliminares apontam que um grupo de assaltantes estava agindo na região para roubar ouro, o que teria provocado a reação dos suspeitos da chacina. Os corpos foram encontrados em pontos distintos da mata e do rio Jari. 

Sete homens foram presos acusados de terem praticado os crimes: cinco policiais militares, um guarda civil de Laranjal do Jari e um garimpeiro. O mandante da chacina teria sido José Edno Alves, o Marujo.  

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