
O diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração nesta quarta-feira (11). A saída dele do cargo ocorre menos de uma semana depois de a empresa ser alvo de uma operação da Polícia Federal por investimentos no Banco Master.
Em nota, Lemos atribui a sua saída do fundo de pensão estatal do Amapá ao seu compromisso com a instituição, com os segurados e com a “verdade dos fatos”. Afirmou ainda que o objetivo da sua renúncia é deixar que a Justiça atue com independência nas investigações para identificar os “verdadeiros culpados”.
“Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade, permitindo a identificação e a responsabilização dos verdadeiros culpados”, destacou.
A Amprev investiu R$ 400 milhões em ativos do Banco Master. A instituição é investigada por suspeita fraudes financeiras, gestão fraudulenta e outras irregularidades que teriam inflado artificialmente seu balanço, resultando em prejuízos ao sistema financeiro.
Na última sexta-feira (6), a PF realizou uma operação contra supostas irregularidades na gestão de recursos do Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Amapá. Lemos e outros dois membros do comitê de investimento da Amprev foram alvos de mandados de busca e apreensão.








