
O presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, afirmou que o vazamento registrado durante a perfuração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, não foi considerado grave e não representa risco ambiental. Segundo ele, o fluido liberado é biodegradável e de baixa toxicidade, e a situação foi prontamente comunicada pela Petrobras ao órgão ambiental. A declaração foi publicada pelo Jornal O Globo
De acordo com Agostinho, a estatal avisou o Ibama assim que identificou o problema, e o plano de emergência segue operacional, com o órgão acompanhando o caso. O episódio, segundo ele, decorreu de um problema de despressurização em linhas auxiliares que conectam a sonda ao poço, em uma fase ainda anterior à chegada ao petróleo.

A Petrobras informou que a perda de fluido foi identificada no último domingo em duas linhas auxiliares da operação, localizadas a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá. Em nota, a empresa afirmou que a ocorrência foi imediatamente contida e isolada, e que as linhas serão trazidas à superfície para avaliação e reparo. A companhia ressaltou ainda que não há problemas com a sonda nem com o poço, que permanecem em condições seguras.
Segundo o presidente do Ibama, o episódio pode resultar em atraso no cronograma da perfuração, mas a definição sobre prazos caberá à Petrobras. O órgão ambiental continuará monitorando a operação.
A perfuração tem profundidade total prevista de 7.081 metros, sendo 2.880 metros de lâmina d’água, e duração estimada de cinco meses. Nesta fase exploratória, não há produção de petróleo — o objetivo é obter informações geológicas e avaliar a existência de petróleo e gás em escala econômica.








