
O inquérito instaurado para apurar suspeita de fraude à licitação, desvio de recursos públicos e lavagem de capitais, relacionados à licitação do Hospital Geral Municipal de Macapá, tem como foco descobrir a real participação do prefeito Dr. Furlan no esquema.
Para isso, a Polícia Federal fez diligências envolvendo principalmente os sócios da empresa Santa Rita Engenharia, Rodrigo Moreira e Fabrizio Gonçalves. A empreiteira teria vencido a licitação de forma irregular.
A vigilância era feita nas imediações das agências bancárias, onde o dinheiro era sacado pelos empresários e entregue a pessoas ligadas ao prefeito da capital. Nesse percurso aparecem vários nomes de suspeitos e locais, inclusive o Laboratório Paulo Albuquerque, no centro de Macapá.
A PF fez diligências nos dias 23 de maio, e 16 e 18 de junho de 2025. Os agentes monitoraram a saída do banco e o percurso até o Laboratório, que de acordo com as investigações, seria um local de “parada estratégica”.
As informações disponíveis no inquérito não esclarecem como o prédio do laboratório era usado no esquema. Mas a suspeita levou a justiça federal a autorizar busca e apreensão, com ordem para recolher aparelhos eletrônicos e documentos na empresa que pertence à Paulo Albuquerque, suplente do senador Lucas Barreto. A ordem foi cumprida pela Operação Paroxismo, deflagrada em três de setembro.
Ao fazer o pedido à justiça para incluir o laboratório na operação, a PF relatou a ligação política do suplente com o senador Lucas, autor da emenda que garantiu os recursos para a construção do hospital.
“A parada estratégica no laboratório vinculado ao suplente do Senador Lucas Barreto, parlamentar que destinou emenda à obra investigada, indica uma possível ramificação do esquema em nível federal, com repasse de valores a figura ligada ao autor da emenda parlamentar”.
“A parada estratégica no laboratório vinculado ao suplente do Senador Lucas Barreto, parlamentar que destinou emenda à obra investigada, indica uma possível ramificação do esquema em nível federal, com repasse de valores a figura ligada ao autor da emenda parlamentar”
O empresário Paulo Albuquerque não é investigado, muito menos o senador Lucas Barreto. A PF deixou claro que são apenas indícios, por isso, as circunstâncias precisam ser apuradas.
“As declarações públicas do Prefeito e do Senador, ainda que não constituam prova conclusiva, evidenciam uma relação de proximidade e alinhamento político entre os principais responsáveis pela liberação e execução dos recursos públicos destinados à obra, circunstância que, no contexto dos fatos apurados, pode sugerir a existência de reciprocidade indevida ou favorecimento pessoal”, diz outro trecho do inquérito.
“As declarações públicas do Prefeito e do Senador, ainda que não constituam prova conclusiva, evidenciam uma relação de proximidade e alinhamento político entre os principais responsáveis pela liberação e execução dos recursos públicos destinados à obra, circunstância que, no contexto dos fatos apurados, pode sugerir a existência de reciprocidade indevida ou favorecimento pessoal”
A Operação Paroxismo, deflagrada em três de setembro, apreendeu aparelhos celulares, documentos e aparelhos eletrônicos que estão sendo periciados. Depois das buscas e apreensões, a PF vem realizando diligências sigilosas para aprofundar as investigações e esclarecer os fatos apurados até agora.
Embora não sendo investigada, a empresa Albuquerque Associados S/S (Laboratório Paulo Albuquerque) pediu à justiça o acesso ao inquérito. Por ter sido alvo de busca e apreensão, o pedido foi autorizado.








