Saneamento por Praças: Macapá tem o 2º pior acesso a esgotamento sanitário do país, aponta IBGE

Dados revelam avanço nacional, mas expõem desigualdade regional e fragilidade histórica na capital amapaense

Macapá aparece entre os piores cenários do país

Apesar de o Brasil ter registrado melhora nos indicadores de esgotamento sanitário nos últimos anos, a cidade de Macapá aparece entre os piores cenários do país. Levantamento recente do IBGE indica que a capital do Amapá possui o segundo pior acesso à rede geral de esgoto ou fossa séptica ligada à rede entre as capitais brasileiras.

A política de priorizar obras de construções de praças e passeios públicos em detrimento de obras de saneamento, coloca a capital amapaense entre os piores resultados em saneamento básico.

Nos últimos anos, mesmo diante do cenário precário, a gestão do ex-prefeito Antônio Furlan (PSD), deu prioridade a obras eleitoreiras, mascarando um grave problema que afeta a saúde da população.

Avanço nacional, desigualdade persistente

Os dados mostram que houve crescimento no acesso ao esgotamento sanitário entre 2019 e 2025 em todo o país. No entanto, esse avanço não ocorreu de forma homogênea, mantendo uma forte desigualdade entre regiões.

Enquanto capitais do Sul e Sudeste apresentam níveis elevados de cobertura, cidades da Região Norte — como Macapá — continuam enfrentando déficits estruturais históricos.

Situação crítica em Macapá

No caso de Macapá, o indicador coloca a capital em posição alarmante no ranking nacional. O baixo acesso à rede de esgoto ou a sistemas adequados de tratamento evidencia falhas estruturais na política de saneamento básico ao longo dos anos.

Na prática, isso significa que grande parte da população ainda convive com soluções precárias, como fossas rudimentares ou ausência total de coleta e tratamento adequado de esgoto.

Impactos diretos na saúde e qualidade de vida

Especialistas apontam que a falta de saneamento adequado está diretamente relacionada ao aumento de doenças de veiculação hídrica, além de afetar a qualidade de vida da população.

O problema também agrava situações recorrentes em períodos de chuva intensa, quando a ausência de infraestrutura adequada contribui para alagamentos, contaminação e degradação ambiental.

No caso de Macapá, o indicador coloca a capital em posição alarmante no ranking nacional

Desafio histórico da região Norte

O levantamento reforça que a Região Norte continua sendo a mais afetada pela falta de investimentos consistentes em saneamento básico.

Fatores como crescimento urbano desordenado, limitações geográficas e falhas de gestão pública são apontados como elementos que dificultam a universalização do serviço.

Pressão por investimentos

O tema também ganha relevância no debate político, especialmente em um momento em que cidades como Macapá enfrentam críticas relacionadas à precariedade dos serviços públicos básicos.

Embora o Brasil tenha avançado nos indicadores de esgotamento sanitário, a realidade de Macapá mostra que o país ainda está longe de resolver desigualdades estruturais históricas. Estar entre os piores índices nacionais expõe não apenas um problema de infraestrutura, mas um desafio direto à saúde pública e ao desenvolvimento urbano da capital amapaense.

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