
O ministro, Messod Azulay Neto, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negou liminarmente um habeas corpus e manteve a condenação do enfermeiro Weslley Lieverson Nogueira do Carmo, que cumpre pena de 25 anos de prisão pelo assassinato de seu ex-namorado, o psicólogo Lorhan Amanajás.
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Weslley pediu ao STJ a realização de um novo julgamento, alegando entre outros motivos, a ocorrência de irregularidades nas investigações do caso e também durante o Júri Popular, realizado em novembro do ano passado.
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Ele garante que houve cerceamento de defesa pela não habilitação dos advogados em tempo hábil antes do julgamento, impossibilitando a análise do processo.
Em caso de indeferimento do pedido principal, o enfermeiro solicitou a suspensão provisória da pena até o julgamento dos recursos pendentes no STJ e no Tribunal de Justiça do Amapá (TJ-AP).
Ao negar os pedidos, o ministro declarou que, numa análise superficial, não há perigo em aguardar uma decisão de mérito. “Não obstante as razões apresentadas pela defesa, é imprescindível detida aferição dos elementos de convicção constantes dos autos para verificar a existência das ilegalidades sustentadas”.
O Caso
De acordo com as investigações, na noite do dia 28 de dezembro de 2017, em frente à residência da vítima, no Bairro do Pacoval, uma pessoa não identificada desembarcou do veículo de Weslley e efetuou três disparos contra o psicólogo Lorhan Amanajás, de 27 anos de idade, que morreu no local.

Interceptações telefônicas e o cruzamento de dados de localização de celular provaram a participação de Wesley no crime que, além de contratar uma pessoa para matar Lohran, ainda deu fuga ao criminoso em seu veículo que estava estacionado às proximidades do local do assassinato.
Segundo as testemunhas, Weslley manteve relacionamento afetivo com Lorhan durante longo tempo e, após pôr fim à relação, Lohan passou a manter um novo relacionamento com um ex-companheiro de Weslley, o que teria despertado o desejo de vingança.








