Após suspeita de intoxicação por metanol, secretaria de Saúde de Belém anuncia medidas de emergência

Um engenheiro civil teria consumido uísque importado adquirido lacrado em um supermercado localizado no centro da capital Paraense

A Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma) informou ter tomado conhecimento, no último neste sábado (6), de um episódio de possível intoxicação por bebida alcoólica ocorrido há cerca de um mês. Segundo o órgão, a situação veio à tona após repercussão pública, já que nenhuma notificação oficial foi registrada na Vigilância em Saúde, de acordo com a Sesma. A reportagem é do Diário OnLine (dol.com.br).

Segundo Portal, o paciente teria buscado atendimento por meio de seu plano de saúde após apresentar sintomas leves. A ausência de comunicação formal ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), impede uma investigação imediata e completa do caso.

Diante da repercussão, a Vigilância Sanitária anunciou que realizará diligências pontuais para esclarecer o episódio. Entre as ações previstas estão a verificação das informações disponíveis, visitas técnicas e fiscalização ao estabelecimento onde a bebida suspeita teria sido adquirida. Como o lote do produto consumido não foi informado, o órgão admite a possibilidade de adotar medidas cautelares, caso necessário, até que todos os dados sejam confirmados.

A SESMA reforçou ainda a importância de que qualquer suspeita de intoxicação exógena, especialmente envolvendo álcool adulterado, seja prontamente notificada pelos serviços de saúde ao Sinan. A comunicação rápida é considerada essencial para garantir ações de vigilância mais eficazes e prevenir novos casos.

Engenheiro civil Flávio Acatauassu seria a primeira vítima de intoxicação por metanol em Belém

O engenheiro civil paraense Flávio Acatauassu, foi vítima de intoxicação por metanol após consumir um uísque importado adquirido totalmente lacrado em um supermercado localizado no centro de Belém, de acordo com informação divulgada pelo jornalista Mauro Bonna.

De acordo com o laudo emitido pelo laboratório Paulo Azevedo, a bebida continha metanol, substância altamente tóxica e proibida para consumo humano. O resultado confirmou adulteração no produto com risco grave ao consumidor. Após passar mal, Acatauassu foi levado ao hospital e já se recupera, enquanto aguarda que o varejista finalize o rastreamento do lote, procedimento considerado essencial para identificar a origem da contaminação.

Nome bastante conhecido no setor portuário e hidroviário, Acatauassu é presidente da Associação dos Terminais Portuários e Estações de Transbordo de Cargas da Bacia Amazônica (Amport). Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Pará (UFPA), com pós-graduação em Pontes, ele já ocupou cargos estratégicos, como a chefia de Operações da AHIMOR, função no DNIT em Brasília, gerência no Consórcio Belo Monte e diretoria financeira da Companhia de Portos e Hidrovias do Pará. Desde 2020, lidera a Amport, consolidando-se como uma das vozes técnicas mais respeitadas do setor.

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