
Em agosto do ano passado, o Ibama já havia liberado a instalação do canteiro de obras, que também faz parte do licenciamento ambiental. A autorização para supressão total da vegetação nativa, emitida no dia 23 de dezembro de 2025, era a última etapa que faltava para que o Dnit pudesse iniciar os serviços de construção de pontes, drenagem, terraplenagem e asfaltamento.
O trecho licenciado corresponde ao lote 1, com extensão de 60 quilômetros, entre Laranjal do Jari e Igarapé Água Branca, no sul do Amapá. Os estudos para o licenciamento foram ainda mais rigorosos porque o trecho intercepta 24 km da Reserva Extrativista do Rio Cajari.
A licença prevê algumas condicionantes, entre elas, a obrigação do Dnit em manter equipes de afugentamento e resgate de animais junto com as frentes de desmatamento, o resultado dessa atividade deverá ser informado por meio de relatórios.
Outra exigência do Ibama, é a avaliação de aproveitamento econômico do material lenhoso resultante das atividades de supressão vegetal, sendo que o transporte e o armazenamento deverá ter Documento de Origem Florestal (DOF).
Em caso de acidente com dano ambiental a retomada das obras na rodovia dependerá de autorização do Ibama.
A obra, orçada em mais de R$ 283 milhões e que integra o Novo PAC, teve a ordem de serviço emitida em 20 de agosto, após a concessão da Licença de Instalação.








