Anotações de Flávio Bolsonaro citam Furlan, Rayssa e Lucas Barreto e apontam jogo politíco do Clã Bolsonaro no Amapá

O filho 01 de Bolsonaro já se viu envolvido em um suposto esquema de “rachadinha”, quando há o desvio irregular de parte dos salários dos funcionários do gabinete

O cenário político do Amapá ganhou novos contornos após o vazamento de anotações atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), feitas durante uma reunião da cúpula nacional do Partido Liberal realizada na última terça-feira (24). No material, aparecem os nomes do prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), da primeira-dama Rayssa Furlan (Podemos) e do senador Lucas Barreto (PSD), indicando possíveis alianças para as disputas estaduais.

Apoio do PL ao Senado no Amapá

Segundo as anotações que vieram a público, o nome de Rayssa aparece ligado, em um rascunho feito à caneta, ao nome de Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL. Logo abaixo, consta o nome de Lucas Barreto, o que reforça a hipótese de apoio do partido às candidaturas ao Senado no Amapá.

As informações indicam que Rayssa e Lucas seriam os nomes do PL nas eleições de outubro.

Candidatura considerada “aberta”

Um segundo documento interno do partido, obtido pelo ConectAmapá, mostra que o nome de Rayssa aparece novamente na lista de possíveis candidatos ao Senado. O que chama atenção, no entanto, é a classificação da candidatura como “aberta”, indicando que, internamente, o partido ainda não considera o cenário consolidado.

A avaliação contrasta com o discurso de apoiadores locais, que tratam a disputa como praticamente definida

Comparação com outros estados

De acordo com informações divulgadas pelo site Congresso em Foco, enquanto a candidatura de Rayssa é tratada como incerta, em outros estados o partido demonstra maior segurança. No Paraná, por exemplo, o nome do ex-procurador Deltan Dallagnol aparece como forte aposta para uma vaga no Senado.

Repercussão política no Amapá

A assessoria do senador Randolfe Rodrigues (PT) avalia que o projeto político voltado à eleição de Rayssa ao Senado ajuda a explicar os ataques que o parlamentar afirma sofrer nas redes sociais desde 2024. Randolfe é atualmente líder do governo Lula no Senado e busca a reeleição.

O vazamento das anotações reforça a movimentação antecipada das forças políticas no estado, evidenciando a disputa estratégica por alianças nacionais e apoio partidário.

Disputa nacional e reflexos regionais

No plano nacional, Flávio Bolsonaro foi escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para liderar o projeto político da direita nas próximas eleições presidenciais, movimento que tende a influenciar diretamente as articulações regionais, inclusive no Amapá.

Filho 01

O filho 01 de Bolsonaro já se viu envolvido em um suposto esquema de “rachadinha”, quando há o desvio irregular de parte dos salários dos funcionários do gabinete. E também figurou em polêmicas ao longo de sua carreira político e empresarial, como a compra de uma mansão de luxo por R$ 6 milhões e a condecoração do miliciano Adriano da Nóbrega na Assembleia Legislativa do Rio.

A principal investigação enfrentada por Flávio até agora, porém, foi sobre a suspeita de um esquema da rachadinha

Em 2020, ele chegou a ser denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) anulou a quebra de sigilo do senador em 2021. Isso enfraqueceu a acusação, levando-a ao arquivamento.

Movimentação atípica e loja de chocolates

Em 2018, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) revelou uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão na conta do ex-assessor do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PL) Fabrício Queiroz, durante o período em que o “zero um” ocupava uma cadeira na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Entre 2007 e 2018, o dinheiro, segundo os promotores, era lavado com aplicação em uma loja de chocolates em um shopping no Rio de Janeiro, que já foi alvo de busca e apreensão.

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