Recentemente, um cidadão publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sofrido uma série de ataques virtuais após cobrar da Prefeitura de Macapá melhorias em uma via pública

As eleições estaduais de 2026 no Amapá parecem já ter começado — e não nos comícios ou nos programas partidários, mas nas redes sociais. Vídeos, postagens, ataques pessoais e disputas em grupos de WhatsApp anteciparam o palanque virtual da disputa ao Governo do Estado e ao Senado.
A polarização é clara: de um lado o governador Clécio Luís (União Brasil), que deve disputar a reeleição; de outro, o prefeito de Macapá, Antônio Furlan (MDB), apontado como pré-candidato ao governo. No Senado, o líder do governo Lula, Randolfe Rodrigues (PT), também figura no centro dos embates virtuais.
Vídeo sobre buracos vira estopim de ataques
Recentemente, um cidadão publicou um vídeo nas redes sociais relatando ter sofrido uma série de ataques virtuais após cobrar da Prefeitura de Macapá melhorias em uma via pública tomada por buracos. No vídeo, ele afirma ter sido alvo de críticas, ofensas e até tentativas de desqualificação pessoal após expor o problema urbano.
O episódio evidencia um fenômeno crescente: críticas à gestão pública têm sido rapidamente convertidas em disputas políticas nas redes, com internautas assumindo a defesa ou o ataque a possíveis pré-candidatos.
Investigação sobre ataques a Randolfe em 2025
Em 2025, foi noticiado que uma rede de internautas estaria sendo investigada por supostos ataques direcionados ao senador Randolfe Rodrigues. À época, as informações indicavam a existência de perfis organizados para disseminar críticas sistemáticas e conteúdos ofensivos contra o parlamentar, ampliando a tensão política no ambiente digital.

O caso reforçou o alerta sobre o uso coordenado das redes sociais como instrumento de desgaste político antecipado.
Denúncia eleitoral contra prefeito
Outro episódio que elevou a tensão política ocorreu em 2025, quando o prefeito Antônio Furlan foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral sob a acusação de, juntamente com o irmão, o promotor de Justiça João Paulo de Oliveira Furlan, comandar um suposto esquema de práticas de crimes eleitorais.
As acusações integram um conjunto de investigações que seguem sob análise da Justiça Eleitoral. O caso contribuiu para ampliar a tensão entre grupos políticos e alimentar debates intensos nas redes sociais.

WhatsApp vira “ringue” entre comunicadores
Outro ambiente que se transformou em arena eleitoral foram os grupos de WhatsApp. Comunicadores, assessores e até profissionais de imprensa passaram a protagonizar discussões acaloradas, muitas vezes extrapolando o debate político e enveredando por ataques pessoais.
Fontes ouvidas pelo ConectAmapá relatam que grupos originalmente criados para troca de informações institucionais passaram a ser utilizados para embates políticos diretos, refletindo a antecipação do clima eleitoral.
Papel do Ministério Público e da Justiça Eleitoral
Especialistas em direito eleitoral alertam que o uso indevido das redes sociais, sobretudo com ataques coordenados, disseminação de desinformação ou propaganda antecipada irregular, pode configurar ilícitos eleitorais.
Diante da antecipação do debate nas plataformas digitais, cresce a expectativa de que o Ministério Público Eleitoral e a Justiça Eleitoral atuem de forma vigilante para coibir abusos, garantindo equilíbrio na disputa e respeito às regras do processo democrático.
Se o clima virtual já indica o tom da campanha, 2026 promete ser uma das eleições mais intensas da história política recente do Amapá — com o palanque principal instalado, por ora, nas telas dos celulares.








