
O mês de março é dedicado à campanha Março Azul-Marinho, voltada à conscientização e prevenção do câncer colorretal, que afeta o intestino grosso (cólon) e o reto.
A mobilização busca alertar a população sobre a importância da informação, da adoção de hábitos saudáveis e da realização de exames preventivos para detectar a doença ainda nos estágios iniciais.
No Amapá, dados da Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) apontam que, em 2025, foram registrados 41 casos da doença. Em 2026, até o momento, já são cinco novos diagnósticos confirmados.
Os números reforçam a necessidade de ampliar as estratégias de conscientização e rastreamento para reduzir o impacto da enfermidade no estado.
Entre os pacientes que enfrentam a doença está o autônomo Geraldo Costa, de 58 anos. Ele descobriu o câncer em janeiro deste ano e iniciou o tratamento com radioterapia.

Para ele, a possibilidade de realizar o tratamento no próprio estado trouxe mais tranquilidade durante o processo.
“Quando recebi o diagnóstico foi um momento muito difícil para mim e para minha família. A gente fica com medo, cheio de dúvidas, pensando em como vai ser o tratamento. Ainda bem que já tem radioterapia no estado, porque não precisei viajar para longe. Estou podendo fazer tudo aqui e continuar perto da minha família, que é quem me dá força todos os dias para seguir no tratamento”, relata.
De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o câncer colorretal está entre os três tipos mais comuns no país, considerando homens e mulheres.
O aumento da incidência da doença nos últimos anos está associado, principalmente, a mudanças no estilo de vida da população.

A médica oncologista Karina Homobono explica que um dos principais desafios desse tipo de câncer é o fato de que, em muitos casos, ele não apresenta sintomas nas fases iniciais.
“Na maioria das vezes, a doença começa sem sinais claros. Quando surgem, os sintomas podem incluir alteração no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre persistentes, presença de sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente e sensação de evacuação incompleta”, destaca.
Na maioria das vezes, a doença começa sem sinais claros. Quando surgem, os sintomas podem incluir alteração no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre persistentes, presença de sangue nas fezes, dor abdominal, perda de peso sem causa aparente e sensação de evacuação incompleta”
A especialista reforça que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. O rastreamento é recomendado a partir dos 50 anos, mesmo para pessoas sem sintomas.
“Entre os principais exames estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, considerada o padrão-ouro porque permite identificar e até remover lesões ainda no início”, explica.
Além disso, fatores como alimentação rica em carnes processadas e gorduras, baixo consumo de fibras, sedentarismo, obesidade, tabagismo, consumo excessivo de álcool e histórico familiar podem aumentar o risco de desenvolver a doença.
A campanha Março Azul-Marinho reforça que a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são essenciais para reduzir a incidência e a mortalidade pelo câncer colorretal.








