Famílias que ocupam área entre Macapaba e Morada das Palmeiras terão que deixar os terrenos

Decisão judicial atende pedido do MP-AP e estabelece prazo de 30 dias para que os invasores sejam retirados da Área de Preservação Permanente

Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública de Macapá, proferida pela juíza Ana Theresa Moraes Rodrigues, impôs um cronograma para a desocupação de uma Área de Preservação Permanente (APP) localizada na zona norte da capital. 

A área, situada entre o Residencial Macapaba e o bairro Morada das Palmeiras, vinha sendo alvo de invasões e degradação ambiental.

A sentença acolhe a Ação Civil Pública (ACP) movida pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP). O Judiciário determinou que o Poder Público execute a limpeza imediata do local, com a remoção de armações, piquetes e construções improvisadas, além de garantir o cercamento físico para impedir novos acessos.

Intervenção do MP

O caso ganhou repercussão depois que as Promotorias de Urbanismo e de Meio Ambiente constataram, por meio de inspeções e reuniões, que o local sofria com queimadas e desmatamento. 

O relatório do MP-AP destacou que foi feita a abertura de ramais e que a área estaria sendo utilizada como ponto de apoio para atividades de facções criminosas.

Um grupo composto por famílias que ocupam o terreno, alegou que as medidas afetariam o direito à posse e ao uso da área pela comunidade local. No entanto, a Justiça indeferiu o pedido da Associação, sustentando que a proteção ambiental e a segurança pública prevalecem sobre a ocupação irregular, que ainda não era considerada consolidada.

Medidas determinadas

A decisão judicial é enfática quanto às obrigações das gestões estadual e municipal:

  • Retirada de Estruturas: Remoção imediata de qualquer demarcação ou construção na APP.
  • Monitoramento Contínuo: Implementação de vigilância para repressão administrativa e penal contra novos ocupantes.
  • Barreiras Físicas: Cercamento ou instalação de obstáculos que impeçam a entrada de veículos e novos invasores.
  • Apreensão de Instrumentos: Autorização para o confisco de materiais utilizados na degradação da área verde.

Projeto

O Estado do Amapá informou no processo que já existe um planejamento para a área: a criação de um bosque. O objetivo é transformar o espaço degradado em um parque ambiental, servindo como pulmão verde para a região e área de lazer para os moradores do entorno, combatendo o uso ilícito do terreno.

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