Homem escondia maconha e cocaína na cueca; detento que receberia a droga também foi condenado pela Justiça do Amapá

A Justiça do Amapá condenou um educador penitenciário que trabalhava na escola São José, que funciona dentro do Iapen. Ele foi flagrado tentando entrar com drogas no presídio. O detento que receberia os entorpecentes também foi condenado por tráfico de drogas. A sentença foi assinada pela juíza Marina Lorena Nunes Lustosa, da 3ª Vara Criminal de Auditoria Militar de Macapá.
Segundo as investigações, Wellington Briyon Borges, funcionário de uma empresa terceirizada responsável por serviços educacionais, foi preso em flagrante em 10 de outubro de 2025, ao tentar entrar no Cadeião da rodovia Duca Serra, com 215 gramas de maconha e 160 gramas de cocaína escondidas na costura da cueca.

A droga foi descoberta durante inspeção realizada no scanner de segurança do presídio, após agentes penitenciários identificarem um volume suspeito na cintura do acusado.
A droga seria entregue ao detento Mequias Oliveira de Sena, conhecido como “Mec”, dentro da escola que funciona na penitenciária. Em depoimento, Wellington afirmou que recebia R$ 1 mil por cada remessa e admitiu que aquela era a segunda vez que realizava o transporte de drogas para o preso.

A Justiça também reconheceu que Wellington, mesmo sendo terceirizado, se enquadra como funcionário público por equiparação para fins penais, já que exercia atividade ligada ao sistema prisional. Por isso, além do tráfico de drogas, ele também foi condenado por corrupção passiva.
A defesa alegou que o acusado agiu sob coação irresistível, afirmando que ele teria sido ameaçado. Mas a magistrada rejeitou a tese ao destacar que o réu repetiu a prática criminosa, recebeu pagamento pelas entregas e não procurou as autoridades para denunciar as supostas intimidações.
Wellington foi condenado a 4 anos, 7 meses e 10 dias de prisão, em regime semiaberto. Ele está preso desde outubro de 2025 e teve negado o pedido de recorrer em liberdade.
Já Mequias foi condenado a 7 anos, 7 meses e 25 dias de prisão, em regime fechado. Como já cumpre pena no Iapen por outro processo, a nova condenação será comunicada à Vara de Execuções Penais.
A irmã de Mequias, Maria Rosinilda Pantoja de Sena, apontada como intermediária do esquema, morreu durante o andamento do processo. A punibilidade dela foi extinta pela Justiça.








